Achados e Perdidos


Os mares amam as garrafas com bilhetes e seus pedidos de socorro. Estes, por sua vez, são sinais de que há alguém, ainda vivo, esperando ser resgatado por aquela que os lerá. O ideal romântico traz, quase sempre, esse afã de redenção e apoteose, quase uma abdução por um ente alienígena, porém doce e pacífico.

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Brilho de faca


Poderíamos elencar conceitos, atitudes e sentimentos por aquilo que o senso comum aceita deles como válido e por seu oposto reconhecido. Há, no entanto, aqueles conceitos que tendem a promover sentidos aceitos como padrões aromatizados artificialmente e que apelam ao sentimentalismo típico de mentes alienadas da realidade, com pouca ou nenhuma compreensão do íntimo de si mesmas.

Um desses conceitos superestimados, e que podem camuflar sombras da psiquê humana, é o perdão, que figura, ao meu ver, como uma faca de dois gumes.

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Noctívagas (1): Saudade e tédio


* Noctívaga: qualidade de coisas, seres ou ideias que “vagam pela Noite”. Título de uma série temática de postagens, a respeito de ideias e sentimentos recorrentes.

Já parou para notar a reação imediata de uma criança cujo castelo de areia, à beira da praia, desaba? Não importa se o mesmo colapsou por um esbarrão, se por alguém ter passado correndo por cima, se pela ação do vento ou das ondas. A reação é a mesma, de decpção. E esta reação pode redundar, entre tantas outras, em uma saudade e/ou em tédio.

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Meu Coração ouviu tua Voz


Uma das grandes fontes de frustração humana é a mania que temos todos de querer controlar o resultado de tudo o que acontece. Quando constatamos que isso se torna, dia após dia, algo inviável, nos decepcionamos e nos deixamos abater. Não importa se o que nos sucede é favorável ou não: precisamos saber que não estamos no controle de tudo.

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Pupilas dilatadas


A Vida acontece em todo lugar. Aqui, aí, dentro de nós e, sem nosso completo controle, ao nosso redor. Na verdade, não temos controle algum sobre nossas Vidas. O que fazemos é optar. Enquanto respondemos por nossas opções, a Vida é senhora severa: rompe a bruma, desfaz e refaz a calma. A nós, o açoite da incômoda Liberdade!

E, eis que nos chegam as chuvas!

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