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Cidades, pomares e seres humanos


Nesta segunda-feira, encontrei material para uma boa reflexão, postado, de forma restrita, pela amiga Cida Vaz, do Facebook. De uma outra postagem de um site português, ela pergunta: E se as cidades se transformassem em pomares urbanos?

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Animais não são inferiores a nós. E isso não é mero romantismo ecofanático. Cada espécie está em seu próprio caminho de aprimoramento genético e não pode ser colocada em comparação com outras como se estivesse em uma competição.

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Direito: proteção ou intervencionismo?


Num cenário de expansão do que chamamos democracia, as massas, mimadas pelas comodidades, aparentemente gratuitas, da era tecnológica, distorceram a noção de direito, como se este fosse uma forma mágica de satisfazer suas necessidades subjetivas como se fossem fundamentais. Afinal, que distorção seria aquela?

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Dores Planetárias e um Poema


Vagando e vagando por essas noites pelos mares sem fim da Internet, pois “navegar é preciso”, surgiu algo sobre o que falar. É um assunto tão recorrente, esse das mudanças bruscas e desenfreadas (ou superaceleradas, não sei bem) por que passa o planeta e a humanidade, que já se torna, aos olhos de todos, piegas falar nele.

Sinto uma dor imensa e aflição por todos nós, passageiros dessa Nave. Não queremos saber se essa Nave deve chegar a algum lugar; não nos preocupamos, pois pensamos que ela está em “piloto automático”. Sóqueremos saber quem vai ocupar a cadeira do Capitão. Mas, será que o Capitão já não está louco, a sabotar o funcionamento da Nave-Mãe?? O que ele faz pelos tripulantes e passageiros?? É uma mera figura decorativa no hall das espécies que habitam a Nave?? Esse Capitão (a humanidade, com o cap da morte disfarçado de esperança inerte) não percebe que o “piloto automático” regula a atividade e o bom funcionamento da Nave. Se os tripulantes não se comportam bem, se não se esforçam para ajudar a mantê-la em harmônico estado mecânico, o que resultará??

Sinto essa dor não como algo pessoal. Estou aqui, confortável nessa mesa de computador, cheio de cabos a tecer viadutos (eletrodutos é melhor) entre minha paciência e insatisfação com o que eu vejo. Porém, é uma dor planetária, como uma célula que pressente o câncer crescendo nas vizinhanças. E qual célula do estômago não se ressente da voracidade da fome que vem do cérebro?? Somos UM só Corpo, e numa metástase planetária, todas as células e tecidos semelhantes sofreriam a a mesma dor da extirpação. O Planeta executa, de vez em quando, quimioterapias e expurgos para equilibrar sua saúde. A Natureza é mais inteligente e autônoma do que podem imaginar esses tecidos e estratos de células humanóides que somos todos. Humanóides sim, como apenas mais uma similaridade, pois o conceito áureo de humanidade (centelha pensante) já está, esse sim, piegas e demagógico demais.

Temos que reinventar o conceito de humanidade, reprojetar o que queremos daqui pra frente, e adequar isso ao que nos espera no futuro bem à porta, como consequência de nossa irrefreável irresponsabilidade. A Era de Aquário está aí, e a liberdade prometida pelas profecias tem sido apenas a Liberdade da desordem. Temos que encontrar um novo jeito de assimilar essa dor, de sublimá-la, porque os anestésicos que nossa auto-estima capitalista (falsa e sem-vergonha) já não nos fazem dormir tranquilamente.

Nossa Nave-Mãe

Dói aqui no coração

Do meu mini-planeta.

Do meu microscosmos,

Vejo lá, na pequenina Terra,

Uma garça se afundando em óleo

E um mendigo chorando

Pela lata de lixo vazia.


Chora o sabiá, o urso polar

E o joão-de-barro não mais se preocupa,

Pois as chuvas foram-se embora.

Estão de férias os pinguins??


Minhas células mini-universais

Se ressentem

Do frio nuclear,

Da fome mitocondrial,

Da peste genética,

Da solidão intestinal,

Da corrupção dos vermes,

Do DNA desumano…


DNA desumano,

Destino inumano,

Sonho sobre-humano,

Esperança resiste a uma

Saraivada sub-humana

De espasmos planetários.