Crepúsculo da Água e do Fogo


És como um um lago, a cujas águas não posso resistir. Afundo, então, perplexo, sem que quaisquer de meus espasmos, em meio ao volume de teus soluços, consigam se fazer ouvir.

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O Amor como um Pacto


O que é o Amor? Ele é um sentimento, uma (ou a) Realidade, o fundamento de todas as coisas? É possível que a humanidade possa conhecer o Amor de formas tão diferentes, por tão dissonantes concepções? E se o Amor for um pacto?

Deus Caritas est!

Em grego, o versículo acima da Primeira Carta de João [1] diz-se: ὁ θεòς ἀγάπη ἐστίν (hó theos ágapi estín). Deus é Amor! Ora, segundo a concepção de um Deus Eterno, obviamente redundaríamos em sua imutabilidade. Sendo imutável, cada um de seus atributos estaria livre da noção de efemeridade ou mudanças de estado. No Universo, tudo que se relacione a Ele e ao Seu Amor, seja qual for a realidade em questão, deve, então, tender à sua plena Realização.

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Pecado Imperdoável


Todo o que tiver falado contra o Filho do Homem será perdoado. Se, porém, falar contra o Espírito Santo, não alcançará perdão nem neste século nem no século vindouro. (Mt. 12,32)

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Jesus foi, por muitas vezes, enfático nas advertências morais aos seres humanos em sua Boa Notícia de Salvação. Mas, a nós que vivemos mergulhados no orgulho e vaidade (raízes do pecado original do qual somos herdeiros neste mundo), assusta saber que há pecados imperdoáveis. Apesar de Jesus, no trecho acima, ser específico na primeira frase, é um pouco genérico na segunda. Aí surge, naturalmente, o questionamento: se Deus é todo Misericordioso e Fonte de Perdão, como pode haver uma categoria de pecados imperdoáveis? Não é Deus que deixa de nos perdoar, somos nós que nos fechamos à Misericórdia, em nosso orgulho autólatra!   Continuar lendo “Pecado Imperdoável”