Direito: proteção ou intervencionismo?


Num cenário de expansão do que chamamos democracia, as massas, mimadas pelas comodidades, aparentemente gratuitas, da era tecnológica, distorceram a noção de direito, como se este fosse uma forma mágica de satisfazer suas necessidades subjetivas como se fossem fundamentais. Afinal, que distorção seria aquela?

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Olavo de Carvalho: fundador de uma seita fanática


Para quem não sabe, eu já fui seguidor do pseudo-guru e astrólogo fracassado Olavo de Carvalho. Inclusive, já citei várias de suas falas oportunistas aqui, nesse espaço. Não apaguei nem uma citação dele, sequer, por pura honestidade e vergonha na cara (características ignoradas por aquele sujeito). No entanto, é constrangedor admitir que já dei ouvidos ao Olavo.

Porém, como as pessoas tendem a evoluir intelectualmente (e moralmente, também), eu consegui enxergar, munido de alguma lucidez que me restava, o perfil maquiavélico e cínico do esmoler da Virgínia. Esta postagem é direcionada a você, que já se sentiu enganado(a) pelo falso vidente Olavo ou que, desgraçadamente, ainda o segue.

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Dia de quê, mesmo? Independência?


Há muito tempo que articulistas na internet têm dificuldades em falar sobre algo ameno. Sintomático: assuntos tensos sempre nos chamam mais a atenção, nos deixam mais alertas, principalmente quando o que está em jogo é a manutenção de nosso precário projeto de civilização. Quando falamos em independência, então, sentimos vontade de chorar. E choramos, perplexos, olhos arregalam-se. Pausa para respirar.

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Liberdade econômica é uma balela


(Aos liberais que vierem me trolar, quero dizer que o que segue são apenas apontamentos, comentários. Prometo, a qualquer hora dessas, dedicar uma ou duas horas a sistematizar meus argumentos.)

Não se enganem: nada disso que vem acontecendo no Brasil nos últimos anos – nem os escândalos de corrupção, nem as denúncias que os escancararam – foi à toa. Todos os partidos agem sob uma mesma batuta estrangeira, com auxiliares fiéis e mercenários deste solo, tanto da chamada Esquerda como da Direita. A estratégia é: a Esquerda escandaliza o povo com leis e gestão bizarras, a Mídia prepara um clima de instabilidade (e lucra com os dois lados) e o povo, anestesiado e faminto, exige a volta das quadrilhas engravatadas e liberais da Direita.

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