Natal: A Grande Luz brilhou nas Trevas


“Ali estava a Luz verdadeira, Que ilumina a todo o homem que vem ao Mundo. Estava no mundo, e o mundo foi feito por Ele, e o mundo não O conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não O receberam. Mas, a todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem em Seu Nome.”

(João 1:9-12)

A Luz está aí, há dois mil anos sacramentada no Corpo da Igreja e em seus Sacramentos, instituídos pelo próprio Cristo. Cabe a nós decidir se deixamos a Luz de Cristo, filho excelso do Amor de Deus, entrar em nossas casas, famílias e em nossos Corações, ou não a receber assim como as Trevas tendem a fazer.

Lembrei-me de um provérbio oriental que diz: “Por onde a Luz avança, daí as Trevas se afastam”. Não deixemos que nos afastemos da Luz, não sejamos arrastados pela corrente como gado para o precipício. Se nos arrastam para o abismo é porque atrás de nós, sem que saibamos, a Luz avança para sua Vitória definitiva e natural, tal como o Sol que todas as manhãs vence a angústia da Noite.

Desejo a todos um Feliz e Santo Natal, em memória e alegria suprema pelo Nascimento de Deus entre nós! 😀

Ecos longínquos da perseguição atual contra a Igreja Católica


O ódio gayzista ao Cristianismo é devido à carga de conflito e remorso que a mensagem de Cristo traz aos gays radicais (obviamente, não falo de todos os homossexuais). Eles sabem que pecam, têm consciência (ainda que implícita) de que sua ideologia é hedonista e visa tão-somente a fruição de prazeres do corpo e busca de novas fantasias sexuais bizarras. Nada mais. Tudo que advém como máscara das falsas premissas dessa ideologia gayzista serve apenas para auto-ilusão de seus adeptos (quase sempre militantes), conforto espiritual de quem não quer largar o inferno que os faz sofrer. A paixão que aprisiona, tiraniza, então ganha vez e voz na Política que não é mais política nem polida. Rui Barbosa confirmaria o que escrevo agora!



A isso, se soma o ódio comunista judeu-maçônico que, sabendo que as regras morais de Cristo (Perdão e Constância) impedem a tirania da Lei, tentam solapar a Igreja como último empecilho para conseguirem a escravização total da humanidade. Para esses, a experiência com Deus não deve ter nome, ou então pode ter todos eles, desde que não nos dê o direito a pensar, a sermos livres nem a seguirmos nossa própria Consciência. O que interessa a eles é que o rebanho continue só e sob o uivo ameaçador de lobos vorazes, ao invés de ter um Pastor que os conduza “por verdes pastagens” e os leve às águas que trazem descanso“. 

O povo israelita se acostumou a viver sob o medo do aniquilamento. Culpa no cartório? Será por individualismo excessivo? Eu sou de opinião que a Diáspora judaica criou um complexo de neurose coletiva nesse povo. “Antes destruir do que sermos destruídos; antes escravizar do que sermos escravizados“. Cristo – para eles – também lhes pertence, mesmo perseguido por eles e por seus oficiais. É sua presa, considerado filhote desviado do messianismo, a ser caçado dentro de um campo de confinamento, sob um nome terrível (YHVH). Sabendo que Cristo, através da pregação da Igreja, fatalmente iria sempre de encontro a eles (pelo dever do chamado à conversão), nunca O perderiam de vista e não teriam que resistir à Tentação de buscar corrompê-Lo – como no deserto -, e fazê-Lo vergar-se ao Mundo e às suas vãs exigências.

Pecado Imperdoável

O endurecimento do Coração leva ao pecado contra o Espírito Santo.

Todo o que tiver falado contra o Filho do Homem será perdoado. Se, porém, falar contra o Espírito Santo, não alcançará perdão nem neste século nem no século vindouro. (Mt. 12,32)

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Jesus foi, por muitas vezes, enfático nas advertências morais aos seres humanos em sua Boa Notícia de Salvação. Mas, a nós que vivemos mergulhados no orgulho e vaidade (raízes do pecado original do qual somos herdeiros neste mundo), assusta saber que há pecados imperdoáveis. Apesar de Jesus, no trecho acima, ser específico na primeira frase, é um pouco genérico na segunda. Aí surge, naturalmente, o questionamento: se Deus é todo Misericordioso e Fonte de Perdão, como pode haver uma categoria de pecados imperdoáveis? Não é Deus que deixa de nos perdoar, somos nós que nos fechamos à Misericórdia, em nosso orgulho autólatra!  

O segredo do perdão


Tema recorrente? Sim, bem recorrente! Mas, como não voltar a ele, vivendo o mundo no caos e na matança, mental e física?

A palavra perdão vem do verbo latino perdonare, que quer dizer “dar completamente”. Ora, dar completamente implica em não reter nada, em dar tudo. Perdoar não é devolver o espólio, pagar na mesma moeda. Perdoar é dar o que retemos do outro, ou seja, devolver o que temos em nossas mãos contra o outro, para ser queimado e destruído na fogueira do Amor e da Fraternidade, terminando com a suprema reconciliação com o outro e com todo o Universo.

Mas, como poderíamos deixar de reter algo do que o outro nos fez de mal, sendo que a memória da ofensa se impregna em nós como cânceres, e em nossa pele como marca a ferro?? Suprimindo a memória?? Impossível! Uma pessoa sem memória não tem condições de aprender com seus erros e acertos, derrotas e vitórias, enfim, não tem discernimento.

O Segredo do Perdão | Ebrael Shaddai
Jesus ensina o segredo para perdoar

Aprendamos com Jesus, o Nazareno, que é Mestre do Perdão, ele que é a própria Misericórdia encarnada. Jesus defendeu a adúltera não porque abonasse o adultério ou fosse um fraco na moral. Ele defendeu a adúltera porque achava que o que devia ser apedrejado era o pecado, não a pecadora.

Ora, as pessoas podem ser escravas do pecado, mas nunca seus autores, seus criadores. As pessoas cedem ao pecado ao deixarem de ouvir a Razão, que é a Luz de Deus, refletida em seus mandamentos e nos ritmos e ciclos da Natureza. Deus nos criou não para que pequemos ou caiamos, mas ainda menos para sermos mortos como escravos do pecado, enquanto o Autor do Pecado, o Inimigo da Natureza e do Amor, continua em sua caçada humana, ávido por desgraças e buscando a morte dos que foram criados para o Amor, a saber os seres da Criação de Deus, inclusive nós mesmos.

Não confundamos o erro com aqueles que erram; não confundamos nossos irmãos que nos fazem mal com o próprio Mal. Não coloquemos na mesma panela o Pecado e o pecador, juntos, como se ambos fossem maus desde sempre! As pessoas nascem boas, simples e ignorantes. Na sua inocência e inexperiência, no apetite da vida, ao afastarem-se da Razão, pecam e caem em loucura.

Se amarmos, de verdade, as pessoas, saberemos ver nelas apenas suas fraquezas, mas não o Mal personificado nelas. Devemos repelir o pecado, mas o pecador deve ser tratado com paciência e Amor, deve ser insuflado de palavras de confiança e entusiasmo, de fé e esperança, pois o que subjaz a essas atitudes é, unicamente, o Amor.

Está aí o segredo de Jesus para perdoar! Não é nada sobrenatural, assim como os outros “sinais” que operou Jesus. É questão de mudança de paradigmas, de ângulos e pontos de vista! É questão de termos boa-vontade, de sabermos se somos mesmos movidos pelo Amor ou pelo espírito da discórdia e do Acusador, que só busca a Ira e a Vingança.

Como dizia um verso de uma canção em italiano intitulada Due, regravada por Renato Russo:

Se è amore / amore vedrai / di un amore vivrai.

Se for amor, verás amor, de um amor viverás…