Em busca da Sublime Via


O Buscador da Verdade, em suas investigações, não raro, encontra-se imerso nas dúvidas que o assaltam tão logo ele perceba quão distante pode se achar a Fé Ideal dos atos reais dos seres humanos. De um lado, os ares de fábula do que dizem acerca de Cristo e de Maria, exaltado pela Igreja oficial; de outro, a marcante presença do mesmo Cristo Real, chegando a ser até mesmo atraente ao mais feroz dos céticos.

Andiamo!

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Sobre o Silêncio e alguns devaneios


Não! Se me perguntarem se a Vida cansa, direi que a Vida não representa um fardo. É o Mundo que, nos aproximando mais e mais uns dos outros, torna meio carregado o ar ao nosso redor. A interação, esses entre-choques com os outros (sempre os outros), nos custam um tempo precioso para que nos estabilizemos e nos controlemos.

Entretanto, retornar ao combate diário pelo silêncio interior, necessário ao repouso da Mente e à reflexão, tornou-se tarefa quase impraticável nos dias de hoje. É no silêncio que, se alcançado em um nível mínimo, nos permitiria varrer da mente aquilo que a contamina e nos prende, tiranicamente. Nobres metas sempre estão a ceder lugar a pensamentos fortuitos, desejos prementes e necessidades imediatas. Concebemos esses pensamentos inúteis como filhos mimados a nos aporrinhar, dia a dia.

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A dança da Chuva


As águas da chuva da madrugada inteira açoitavam meu lombo impiedosamente, encolhido que estava eu sob os escombros de uma cabana. A tormenta da semana anterior, com seus vendavais, havia deixado monturos por toda parte. A chuva me castigava e era, ao mesmo tempo, a fonte misteriosa e anônima de minha força. Abri a boca, então, e bebi a água diretamente do ar que me unia a ela.

Acaso, dancei eu no meio da chuva? Não! Mas, certo estou: a chuva dançou em mim.

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