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A dança da Chuva


As águas da chuva da madrugada inteira açoitavam meu lombo impiedosamente, encolhido que estava eu sob os escombros de uma cabana. A tormenta da semana anterior, com seus vendavais, havia deixado monturos por toda parte. A chuva me castigava e era, ao mesmo tempo, a fonte misteriosa e anônima de minha força. Abri a boca, então, e bebi a água diretamente do ar que me unia a ela.

Acaso, dancei eu no meio da chuva? Não! Mas, certo estou: a chuva dançou em mim.

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Miguel, Miguel…


Ao meu Venerável Condutor, com admiração, no dia de sua Memória:

Estás tão presente nessa pobre vida que anima essas letras que até o nome de meu próximo filho (se Deus assim quiser) levará o lema que é teu nome. Mikhael, “quem é semelhante a Deus”?

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O salto da Fé: desafio do ser humano


A tendência natural do homem leva-o ao visível, ao que se pode pegar e reter como propriedade. Cumpre-lhe voltar-se, internamente, para ver até que ponto abre mão do que lhe é próprio, ao deixar-se arrastar assim para fora da sua gravidade natural. Deve converter-se, voltar-se para conhecer quão cego está ao confiar apenas no que os olhos enxergam. A fé é impossível sem essa (…)”

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Pecado Imperdoável


Todo o que tiver falado contra o Filho do Homem será perdoado. Se, porém, falar contra o Espírito Santo, não alcançará perdão nem neste século nem no século vindouro. (Mt. 12,32)

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Jesus foi, por muitas vezes, enfático nas advertências morais aos seres humanos em sua Boa Notícia de Salvação. Mas, a nós que vivemos mergulhados no orgulho e vaidade (raízes do pecado original do qual somos herdeiros neste mundo), assusta saber que há pecados imperdoáveis. Apesar de Jesus, no trecho acima, ser específico na primeira frase, é um pouco genérico na segunda. Aí surge, naturalmente, o questionamento: se Deus é todo Misericordioso e Fonte de Perdão, como pode haver uma categoria de pecados imperdoáveis? Não é Deus que deixa de nos perdoar, somos nós que nos fechamos à Misericórdia, em nosso orgulho autólatra!