Dia de quê, mesmo? Independência?


Há muito tempo que articulistas na internet têm dificuldades em falar sobre algo ameno. Sintomático: assuntos tensos sempre nos chamam mais a atenção, nos deixam mais alertas, principalmente quando o que está em jogo é a manutenção de nosso precário projeto de civilização. Quando falamos em independência, então, sentimos vontade de chorar. E choramos, perplexos, olhos arregalam-se. Pausa para respirar.

As revoluções enquanto negócios


Nesses tempos em que as manifestações populares deixaram de surgir em favor de  uma causa e se tornaram fenômenos meramente midiáticos, ou mesmo da moda, seria útil nos perguntarmos até que ponto tais eventos são realmente espontâneos. Pois, um povo que diz exigir o cumprimento da lei não pode, ao mesmo tempo, se arrogar o direito imediato de infringir a própria lei.

Serão, então, essas manifestações um teste de para nossa percepção a fim de percebermos quão irracionais e incoerentes podem ser tais manifestantes? Hoje, estar do lado dos “oprimidos” é conveniente para aqueles que precisam de salvo-conduto para sair vandalizando tudo. Me perguntarão se, acaso, defendo os bancos e a integridade de suas agências bancárias? Não, o que eu defendo é a ordem pública e a não proliferação de maus exemplos aos jovens. Pois, se esses “manifestantes” vandalizam por “justiça”, o que não fariam se tivessem carta branca de verdade?

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