Olavo de Carvalho sobre a origem maçônica das “igrejas” evangélicas


Depois de escutar tantas vezes o Olavo de Carvalho, o qual admiro muito, defender pontos-de-vista maçônicos (o que, por si, não é ruim se tomado relativamente), fui surpreendido com uma postagem dele em seu perfil no Facebook, nesta data com mais de 38,5 mil seguidores. Não comentarei o que ele disse. Me reservo a subscrevê-lo.

Pequenas igrejas, estranhos negócios


A diferença de tom entre as heresias protestantes é tão gritante que é digno de pena o fato de haver mais de 33 mil seitas “evangélicas” mundo afora que reivindicam a “unção” do Espírito Santo sobre si mesmas. Ora, ou existe um “espírito santo” para cada uma delas ou são vários espíritos-de-porco atuando nesse meio lucrativo e excrementício. Bem, poderíamos dizer: ah, até o Brasil tem o seu Espírito Santo! É aquele [estado] que fica entre o Rio, Bahia e Minas Gerais. Enfim… 😦

Na Igreja Católica, há abusos litúrgicos, hereges, apostasia e crimes? Com certeza, mas são seus membros falhos que cometem erros daqueles tipos, não a Igreja. Isso tudo sem falar dos agentes infiltrados pelos comunistas e maçons para subverter a doutrina e a moral dentro da mesma Igreja, expondo-a a escândalos que eles mesmos semeiam.

A Igreja é única, e a unção do [único] Espírito Santo está sobre a Sé de Pedro. Mesmo em meio aos vagalhões do mar revolto dos séculos, o mesmo Espírito Santo atesta — confirma, mesmo — que a Promessa de Cristo (de que “as Portas do Inferno não prevalecerão sobre ela”) repousa mesmo sobre a Igreja [Católica]. Se nem a Maçonaria conseguiu destruí-la ao longo dos séculos, é porque ela é divina mesmo!

No entanto, abaixo, podemos ver aonde a heresia, enquanto Crime contra a Fé, pode levar os seres humanos que se rebelam contra a sã doutrina. Não satisfeitos em andar conforme seus delírios, se afastando da Santa Igreja (Católica, Apostólica e Romana), arrastam multidões para a condenação e, ainda por cima, extraem-lhe o que lhes resta de sua dignidade. São pequenas, mas estranhas “igrejas”!

“Quem não está comigo, está contra mim!”


Disse-nos Jesus:

“Quem não está comigo, está contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha”. (Lucas 11, 23)

Não me considero o mais ortodoxo dos católicos. Estou bem longe disso! Não sou melhor do que ninguém, nem qualquer santo, mas vivo minha Fé como principiante, evitando leituras perigosas, me esquivando das ocasiões de pecado que, porventura, venham a me afastar do meu compromisso de lealdade para com Deus, com a Igreja e com meus semelhantes.

O católico é chamado a ser Sal da terra dos homens, sinal de Fé, Esperança e Caridade. É convocado a ser Sacramento vivo de Cristo no mundo, como membro da Santa Igreja, a anunciar a Boa Nova da Salvação em Seu Nome. Mas, o que significa estar com Cristo, ao invés de estar contra Ele? Que atitudes, hoje em dia, nos separam de Cristo, nos confundem e nos dispersam, ao invés de nos ajuntar? Reflitamos sobre isso mais adiante.

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Desde já, devo reafirmar aos meus críticos que não sou sedevacantista. Também devo alertar que esse artigo não visa engendrar separatismos ou incitar os crentes à rebelião contra a Santa Sé ou o Papa. Sou totalmente ortodoxo no que diz respeito ao Primado Petrino inerente ao Sumo Pontífice e à Primazia Apostólica da Sé de Roma. O artigo é apenas uma denúncia de algumas das muitas incoerências e coisas estranhas que estão acontecendo na Igreja visível, bem diante de nossos olhos.

Apesar de crer que, conforme Cristo nos prometeu, “as Portas do Inferno não prevalecerão contra ela [a Igreja]” (Mt 16, 18), tais palavras de Cristo nos sugerem que o Diabo pisaria e infiltraria na Igreja para destruí-la. É evidente, para qualquer católico atento, que há forças poderosas interessadas não mais na extinção do Igreja, mas no uso de sua estrutura eclesiástica como vetor facilitador da cultura da morte, de legitimação final do “mistério da iniquidade” (cf. 2Ts 2:7) e da profanação do Altar da Eucaristia, que levam à blasfêmia e à apostasia do clero e do Povo de Deus (isto é, ao abandono da ortodoxia da Fé e recusa da Graça).

E como se dá isso, em termos atuais? Os fatos que apontarei abaixo mostrarão apenas um pot-pourri do que vejo como relativismo hipócrita e altamente apostático de nossos Pastores. Pode haver corrupção, rebelião, simples apostasia, mas é ainda mais evidente a sombra da iniquidade em todas essas notícias. Vamos lá:

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