Finalmente, sobre Charlie Hebdo e os atentados em Paris


É óbvio que abomino qualquer resposta violenta como as do terrorismo islâmico (embora eu ache que tudo não tenha passado de false flag do Mossad com a CIA). É evidente que lamento pelas famílias em luto (isso se são famílias de fato, se conhecem o luto). Claro é que fico consternado pela insegurança pela qual vive a Europa, imaginando que estamos a um oceano de distância, há algumas horas de aviões e mísseis nucleares, a ameaçarem nossas cabeças.

As incorreções dos termos politicamente corretos


Antes de começarmos a tratar dos objetivos propriamente ditos desta postagem, é preciso que repassemos alguns conceitos. Afinal, do que tratam os pressupostos politicamente corretos? Eles são, realmente, corretos, ou apenas tentam remodelar, arbitrariamente (e muito), os valores considerados corretos pelo senso comum?

Basicamente (e segundo a lenda), ser politicamente correto significa tratar a todos como iguais. Iguais perante a Lei, com os mesmos direitos e deveres. Ponto. A partir do momento em que tratamos a todos, segundo o establishment, como iguais, devemos tornar comportamentos particulares, massificados pela mídia e pelo Estado ideologizado, como imperativos, sendo todos arrastados por uma coação onipresente.

Genocídios de Cristãos se multiplicam pelo Mundo


Acho curioso que todo mundo, ainda que por razões duvidosas (às vezes, sem razão alguma), se comova quando palestinos sucumbem sob as bombas de Israel, quando histórias mal contadas sobre as vítimas do Holocausto viram filmes, quando uma tal de Olga, terrorista comunista, é dada como morta em um campo de concentração ou um ator famoso morre naturalmente.

Mas, se eu falar que as cabeças de milhares de cristãos estão sendo decepadas para servirem de bola de futebol para a diversão macabra de terroristas islâmicos, que crianças estão sendo enforcadas por estes diante dos pais, que mães gestantes estão tendo suas barrigas abertas, que jovens estão sendo crucificados (literalmente) em nome de sua Fé, as pessoas parecem que se tornam, estranhamente insensíveis, quase a dizerem “bem feito”. No máximo, demonstram uma ojeriza higiênica disfarçada de falsa piedade hipócrita. E por que hipócrita? Porque essas pessoas, que são a maioria, nada fazem para manifestar seu suposto repúdio a esses crimes contra a humanidade, justamente num país como o nosso, em que ainda temos liberdade de manifestação.

O Zero e Deus


Desde a Antigüidade, ouvimos que o símbolo gráfico que exprime o infinito é dado pelo círculo, numericamente representado pelo algarismo 0 (zero). Mas, as religiões monoteístas nos dizem que Deus é Um. Logo, deduzo que elas se referem à Primeira Manifestação de Deus na Criação, mas não a Deus Eterno e Incriado.

A razão pela qual os antigos filósofos creditaram ao Zero o simbolismo da eternidade é muito simples: graficamente, o zero não tem extremidades. Ele não tem começo ou fim aparentes, e ele começa onde termina, seja lá qual for o ponto que se adote como referencial, diversamente do Um.

Cobra que come o próprio rabo

Se fôssemos representar o infinito num plano, o Zero seria ineficaz, pois ele separaria o que está dentro do que está de fora. Não pode haver limites àquilo que, teoricamente, é ilimitado. Lembremos, porém, que um símbolo não busca denotar dimensões, e sim conceitos, arquétipos, idéias abstratas. Logo, como símbolo, ele se enquadra perfeitamente ao conceito de Eternidade no Misticismo.

Mas, quais as outras razões de creditar ao Zero o título de número da Eternidade, e não ao Um?

Os conceitos de Unicidade, Imutabilidade, Indivisibilidade e Imanência, características de Deus, são equivocadamente atribuídos ao Um. Deus não somente é indivisível em seu Todo, mas também apresenta a ausência de opostos em si mesmo.

Pela matemática, podemos visualizar melhor isso tudo. O Um é indivisível, mas possui opostos (+1, -1). O Zero é absolutamente neutro.

O Um, elevado a qualquer potência, resulta nele mesmo; porém, se adicionado a outro número, transforma-se neste. Se colocado à direita do mesmo, dá-lhe uma existência nova (pois, assim, representa a base decimal, e de dez unidades é constituída a série numérica básica de nosso sistema ocidental, como que representando um ciclo de existência). O Zero, elevado a qualquer número, resulta, também, nele mesmo, e multiplicado por qualquer número, permanece igual em sua natureza neutra. E daí, com todas as outras operações.

A única ocasião em que o Zero sofre uma mudança (e isso, acho eu, foi o início de tudo) é quando o Zero é elevado a Zero, o que resulta em Um. Uma eternidade que é elevada (sofre o impulso ou desejo) de ser eterna, fora dela mesma, propicia um ciclo de geração de eternidades (como a descida e subida dos anjos, a espiral evolutiva, etc.), já que eternidade perene e imutável só pode haver uma. É o início da seqüência numérica, sem a participação do Um, tido como a unidade numérica fundamental e primeira. É a geração do Primeiro Ser visível (Um) a partir do Invisível (Zero). Segundo a Qabbalah, isso é Nequdah Rashunah (Primeiro Ponto), sendo esse o símbolo do número Um. Daí, tudo começou do Nada, e do Nada tudo foi feito.

Deus é o Zero no centro do plano cartesiano e do círculo. Parece que ouço Paulo Mendes Campos, sussurrando enquanto pigarreia:

Todos os pontos do Círculo são equidistantes de Deus.