Vermelha ou azul?


A despeito do alegado livre arbítrio, vemos as pessoas se sentindo cada vez mais oprimidas, vazias. Para além da aparente desorientação social e econômica, podemos perceber um contraste entre liberdade aparente e opressão. Quão mais livres pensamos ser, mais nos sentimos presos. Por que será?

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Outra vez, deixo o Mundo…


Buscando não perder o contato com meus amigos cristãos, trago à Luz, hoje, nova controvérsia dos Evangelhos para análise de todos. Obviamente, para alguns, tal controvérsia não é tão “nova” assim. Para outros tantos, é um tanto amarga e indigesta, tendo em vista seu apego ao ensino oficial estabelecido, do qual não conseguem se desatar nem por um milímetro, com receio de cair em “mortal heresia”.

Enfim, vamos aos trabalhos!

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Sobre o livre arbítrio


Como nada é absoluto e isolado neste Universo, essa regra também se impõe ao livre arbítrio ou ao determinismo. Não pode haver livre arbítrio se esse não se mover para além dos limites da fatalidade e do automatismo instintivo. Aliás, a liberdade só tem sentido, como bem humano, enquanto soergue-se para derrubar limites.

Mas, tomemos cuidado: romper limites não significa demolir a casa, mas saber abrir e fechar as portas, sair de casa e voltar para ela na hora segura. Não há liberdade no Caos, bem como não há progresso na desgraça! Ao sairmos pela soleira da frente de casa, tomemos cuidado para que as portas não se tranquem por dentro, ficando então nós “sem pai nem mãe” no Mundo.

“A Liberdade é a primeira Guardiã do Dever, pois somente assim pode reivindicar Direitos”.

A Alegria de Um é o Inferno de Outro


É sempre assim: tomar decisões que envolvam pessoas e sentimentos (incluindo a nós mesmos e nossos sentimentos) é vestir a túnica do algoz e empunhar o machado do carrasco!

A liberdade de escolha implica, muitas vezes, a arte de cortar a cabeça a um só golpe, o que nos qualifica ao título “honorífico” de carniceiros. Sempre, e a qualquer momento, muito frequentemente, somos chamados a escolher um caminho, tendo que conviver com a dúvida acerca do que teria sido caminhar pela outra vereda. A Razão fala: prefira o certo! O Coração grita: tente um novo caminho! E nós perguntamos por quê o certo é certo pra nós, e por quê o novo é novo…

Matamos uma opção pra fazer sobreviver outra; soterramos um projeto para reviver um sonho antigo. Cortamos a cabeça de Maria Antonieta para elevar os Jacobinos ao Poder Supremo de nossa fantástica revolução. Afinal, Maria Antonieta é inocente ou criminosa? Os Jacobinos nos salvarão da mediocridade ou nos mergulharão em terror noturno? Não há vencedores ou vencidos; há apenas preferidos e preteridos, e enquanto uns morrem em seus intentos, outros festejam triunfantes, sejam de qual lado forem. O Vencedor vence, e o vencido é renegado. Um aparece em seu brilho ofuscante de Eleito e o segundo é banido, então.

Carrasco de Sonhos
Escolher ou não escolher?? Decida e mate uma opção!

Não há bons samaritanos. Não há meio termo: a Vitória de Um será sempre um golpe na Vida do outro, a Alegria de um se tornará no Inferno do outro, tormento infindável até que renasça o Sol da Esperança.

Se retiro a ti a Esperança, e ela não morrerá jamais, é porque a certeza já cedo aparece, a certeza do Amor sem culpas, sem vencedores nem vencidos, o Amor Livre e sem peso inútil…