Feliz e coerente Natal!


Deixando para outros a tarefa de escrever lindas e comoventes mensagens, venho deixar meus votos de um Feliz Natal a todas as pessoas de boa vontade acrescentando que:

  • Uma pessoa torna-se cristã através do Batismo, mas permanece como tal através da ação coerente;
  • Por ação coerente, nesse caso, entendo fazer o que Aquele nascido em Belém deixou dito, quando adulto, que fizéssemos;
  • Toda vez que vestimos um descamisado, damos de beber a quem sofre de sede e de comer a quem está passando fome, estamos cobrindo, hidratando e alimentando a Pessoa de Jesus (ainda que este não precise, pessoalmente, disso);
  • Jesus está no meio de duas ou mais pessoas reunidas em nome dele, mas ainda mais entre aqueles que fazem o que muitos cristãos, estupidamente, preferem esquecer de fazer;
  • Fazer promessas e não cumprí-las equivale a dizer “Sim” e adotar o “Não”, demonstrando, no mínimo, nossa patente fraqueza, quando não mesmo nossa patifaria;
  • A celebração Natalina é uma data memorial simbólica, que lembra o Nascimento de quem não necessita de presentes, mas de ter seus ensinamentos postos em prática;
  • Jesus é o Homem mais importante da História do Mundo; não reduza sua Memória a um festerê de comilanças e bebedeiras;
  • Se você não for capaz de ceder um pouco da fartura de sua mesa ou da alegria do seu Coração a alguém que necessite, seu Natal não passa de uma ilusão num mar de ilusões;
  • Natal sem Jesus é como um pulmão que não respira: serve apenas para preencher espaços vazios.

Vamos, juntos, neste e em todos os dias do Ano, praticar o que o Mestre nos ensinou: orar, trabalhar, cultivar a gratidão e, sobretudo, fazer aos outros o que gostaríamos que nos fizessem!

Feliz e Santo Natal, no Coração de Jesus! 😀

Ebrael.

E a Virgem deu à Luz um Filho??


Enquanto assistia aos debates numa comunidade do Orkut, fiquei interessado sobre o assunto tratado e fui pesquisar. O debate era sobre o dogma católico da Imaculada Concepção de Maria. Como tenho um programa que apresenta as Sagradas Escrituras nas mais importantes línguas, fui atrás do assunto para comprovar, ou não, o que se dizia na dita comunidade do Orkut.

A principal passagem bíblica sobre a qual a Igreja Católica se apoia para sustentar seu dogma da Imaculada Concepção de Maria está no Livro do profeta Isaías, cap. 7, versículo 14. Fiz a captura da imagem em que abro, sucessivamente, o trecho como está no original em hebraico, conservado cuidadosamente pelos judeus, na Bíblia na versão dos Setenta (ou Septuaginta), a primeira e principal versão da Bíblia nos primórdios da Era Cristã, e numa versão evangélica da mesma Bíblia (não diferindo, no dito trecho, de versões cristãs atuais), a Almeida Revista.

Concluo, com certeza quase absoluta que, ou houve um grave erro de tradução, ou uma adulteração (alteração com fins escusos) do mesmo trecho. Como foi a Igreja Católica quem se apoiou sobre tais “erros” para forjar suas doutrinas, presumo que, ou foi a seu mando que tais “erros” sucederam, ou ela se beneficiou ilicitamente deles. Será que não aconteceram as duas coisas??

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Erro de tradução?? Será??

O Homem que enganou a Morte – Jesus não morreu na Cruz!


Para introduzir o que vou falar aqui, que por si só já trata de um assunto difícil e extenso, vou recorrer novamente à analogia. Afinal, não sou cientista para tratar com experimentos, nem sou capacitado para isso (ainda), mas apenas um pensador livre.

Se fôssemos apenas bactérias do intestino de Deus (a Suprema Inteligência), seres primitivos, porém criados para contribuir para a economia do Corpo do Universo, poderíamos nos considerar de grande importância, certo? Certo dia, Deus infundiu uma de suas bactérias de uma importante missão: fazer saber às bactérias que suas vidas não são mais nem menos do que UMA com a GRANDE VIDA. Uma bactéria continha em seu núcleo celular, e em seu DNA, a mesma essência em grau diminuto, ainda que perfeitamente idêntica, do Cérebro (Inteligência) do Grande Corpo. Pois, em tudo, há hierarquia e ordem. Como coadunariam, em um mesmo meio (Universo), forças de origem diferente, sem que batalhassem pela supremacia?? Teríamos uma dualidade irreconciliável, um Rei nativo, reinando sobre escravos eternamente insatisfeitos por não se identificarem com seu Soberano.

O egoísmo nos tolhe isso: a consciência de nossa verdadeira origem. A relação Criador/Criatura é levada a um extremo irracional, onde somos escravos de um Deus que não se parece, em nossas mentes, conosco mesmos. Em nossas relações, nos importa satisfazer apenas nossas necessidades, pois a religião não nos infunde a noção de Liberdade que, ao saber sermos Filhos de Deus, deveríamos possuir. E sermos livres, desde sempre, importa contermos o Universo e nele estarmos, mesmo que dentro de nós mesmos, no que Paulo dizia ser o Templo do Espírito. Num Templo, toda a Assembléia pode ser vislumbrada, assim como os símbolos sagrados de tudo que foi criado, virtualmente, fora dele.

Em nós mesmos, somos Deus, ainda que por meio não de nosso Eu Consciente, mas de nosso Verdadeiro EU… mas que Eu é esse? Esse Eu é aquele que não vê diferença entre uma pedra e um pássaro, entre ele e o outro ser humano, que é incapaz de destruir algo, ainda que possa transformar a forma física de uma coisa, ou ser, por um Bem Maior. Esse bem maior nunca é um apetite; na pior das hipóteses, uma contingência.

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As religiões ocidentais, principalmente as de origem greco-romana e a cristã, sentiam uma necessidade paradoxal de transformar a natureza humana em divina, e vice-versa, deixando Deus com uma aparência antropomórfica distorcida. Continue lendo “O Homem que enganou a Morte – Jesus não morreu na Cruz!”