Rio de Janeiro, entre a Guerra e a Paz


Estava com os dedos coçando para discorrer sobre a crise de segurança no Rio e as consequentes reações da Polícia, mas não queria me decepcionar mais uma vez com um possível recuo e retorno da criminalidade. Acho que agora, sim, podemos falar à vontade sobre o assunto, já que, ao que parece, a resposta “decente”, e à altura, foi dada aos vagabundos traficantes!!

Logo após o ataque de domingo, 21, de traficantes a três veículos na Linha Vermelha, ficamos de novo com a sensação de que “o Rio não tem mais jeito”. Na cabeça da maioria, o que ocorria? Ocorria que a Polícia, ao tentar reagir, levaria chumbo e samba de todos os lados, com cabines sendo metralhadas e oficiais assassinados. Se um traficante morresse, teríamos que engolir algum toque-de-recolher compulsório em alguma comunidade, só faltando as honras de Estado ao ato do enterro.

Carros incendiados por traficantes na Linha Vermelha.

Mas, o que se viu foi o que todos os cidadãos cariocas de bem e do Brasil, inclusive aqueles moradores de bem das comunidades em questão, mesmo intimidados, queriam assistir: todas as Forças de Segurança do Estado, estaduais e federais, unidas em uma parceria contra aqueles vadios, assassinos e destruidores de famílias, que zombam da Constituição e da vida humana. Num ato de cooperação, deixaram todas as rivalidades institucionais e partiram para as ruas a assumir seus papéis de Garantidores da Lei e da Ordem. Quando há vontade, não há onde o Estado, que deve ser onipresente, não possa adentrar, desde que seja para salvaguardar a vida e o cumprimento da Lei.

 

Há ainda reacionários (como podemos ler no artigo de Plínio de Arruda Sampaio) que, demagogicamente, acusam o Estado de estar aproveitando a situação para criminalizar a pobreza. O Estado está para garantir a Ordem coletiva e o cumprimento da Lei. Se o mesmo Estado ainda é infestado por corruptos, é uma lástima, mas NÃO por ser ainda inepto em atingir nos flancos os maiores traficantes, os de colarinho branco, que o mesmo deixará de guardar nossas portas do perigo iminente e mais próximo.

É justo toda a sociedade pagar com medo e pavor, perigo às nossas portas, o preço da incompetência dos governos em fornecer educação àquelas populações?? Elas também não votam nesses governos?? Vamos defender-nos, sim, em primeiro lugar, do perigo mais imediato, sem dúvida. Somos humanos, antes de desejarmos ser mártires!!

Por toda a internet, em redes sociais (Twitter, Facebook, Orkut, etc.), blogues e comunidades, vê-se o apoio maciço da opinião pública brasileira às operações de combate e ERRADICAÇÃO dos traficantes. Não suportamos mais assistir o mesmo estado que sustentamos ser vergonhosamente desafiado por bandidos sem-mãe (eles têm mãe, mas não é o que demonstram).

Foi delicioso, mesmo, assistir os blindados da Marinha e do Exército acossando os vadios, passando por cima de todos os obstáculos, impondo a centenas deles todos uma derrota fragorosa e uma debandada em massa. Onde está o orgulho debochado dos marginais?? Onde estão as armas de guerra, as bazucas, as metralhadoras ponto 40?? Sabe, que a resposta seria imediata e fulminante…

BOPE na Vila Cruzeiro

Agora, nesta linda manhã de sábado, com a honra de cidadão brasileiro lavada, espero a invasão do Complexo do Alemão para o desalojamento e a prisão de todos os traficantes sobreviventes, todos em jaulas de circo. É subir e advertí-los:

EM NOME DA LEI – OU DESCEM E SE ENTREGAM, OU SUBIMOS E VOCÊS MORREM!!

Depois, Governo do Rio, ocupe as favelas, pacifique-as e proporcione uma educação decente às crianças, cultura àquele povo e uma infra-estrutura básica de saneamento a todos!!

Assistam aquilo muita gente tem chamado de cenas do Tropa de Elite 3:

 

Fontes das imagens:

  1. Superior: http://odia.terra.com.br/portal/rio/fotos/10/11/21_arrastao3_575.jpg
  2. Centro: http://www.diariodecuiaba.com.br/conteudo/2010/11/26/383860.jpg
  3. Inferior: http://www.midianews.com.br/?pg=noticias&cat=8&idnot=36149