Sobre o Silêncio e alguns devaneios


Não! Se me perguntarem se a Vida cansa, direi que a Vida não representa um fardo. É o Mundo que, nos aproximando mais e mais uns dos outros, torna meio carregado o ar ao nosso redor. A interação, esses entre-choques com os outros (sempre os outros), nos custam um tempo precioso para que nos estabilizemos e nos controlemos.

Entretanto, retornar ao combate diário pelo silêncio interior, necessário ao repouso da Mente e à reflexão, tornou-se tarefa quase impraticável nos dias de hoje. É no silêncio que, se alcançado em um nível mínimo, nos permitiria varrer da mente aquilo que a contamina e nos prende, tiranicamente. Nobres metas sempre estão a ceder lugar a pensamentos fortuitos, desejos prementes e necessidades imediatas. Concebemos esses pensamentos inúteis como filhos mimados a nos aporrinhar, dia a dia.

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Sub Corde, Aurum fiet!


“Sob o Coração é que se faz o Ouro!”

Os que amam o barulho e a futilidade vivem cobrindo, com o seu barulho, o silêncio das selvas, das montanhas e do mar, temendo que um mundo tranquilo os acuse por sua futilidade. Agem nervosamente, com o pretexto de que o fazem com alguma finalidade. Assim, também acontece com o avião: ao passar, parece que nega a realidade das nuvens e do Céu, com sua prepotência. Depois que ele passa, voltam o silêncio e a tranquilidade. É o silêncio do mundo que é real. Nossos ruídos, nossos negócios, nossas finalidades e todas as vãs afirmações relativas a eles, tudo isso é ilusório. Apesar de todos os ruídos externos, a árvore produz os seus frutos em silêncio.

FONTE: Site Catequético.

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Satanás e algumas anotações da Cabala


Abaixo, um trecho extraído do livro Kabbalah Denudata (A Kabbalah Revelada), de Knorr Von Rosenroth, traduzida e comentada por Samuel Liddel McGregor Mathers. Este livro tem por base fiel o cânon cabalístico Sépher HaZohar (Livro do Esplendor), que continua o relato de como todo o Universo foi criado (iniciado no Sépher Yetzirah – Livro da Formação), explicando, nos mínimos detalhes, cada símbolo contido nas Escrituras Hebraicas com relação à Criação.

O trecho que cito fala, explicitamente, do ser angélico a que nós, cristãos, chamamos Satã ou Satanás (do hebr. Satan, “Acusador”, “Oponente”), aquele mesmo citado como a Antiga Serpente ou Dragão de sete cabeças.

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Confissões e Caminho de Reintegração


As provas de nossas Vidas, as vidas que vivemos dentro da Vida, têm sempre um mesmo propósito: fazer-nos sair de nossa própria Matrix! As mesmas provas se repetem, indefinidamente, até que reconheçamo-las tais quais são, optando por uma das alternativas que se nos apresentam. Assim, depois, não poderemos dizer que não sabíamos (ou que não nos foi dado a conhecer) a natureza das “questões”.

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