O que é o Feminismo? (Sou machista, graças a Deus!)


Uma das coisas mais simples de se fazer, hoje em dia, quando você quer encher o saco de alguém ou acabar com uma boa reunião de família, é pegar um adjetivo qualquer e atrelar a ele o sufixo -ismo. Você quer dar uma de intelectual de pijama? Comece por dar asas ao seu intelectualismo. Numa dessas aventuras, alguns retardados, entediados que estavam com suas matinês revolucionárias, resolveram inovar. Criaram os termos MachismoFeminismoSexismo. Vejamos!

Continuar lendo “O que é o Feminismo? (Sou machista, graças a Deus!)”

Mulheres: entre a vaidade e o amor próprio


Por uma amiga carioca que eu adoro e que está triste.

Vejo homens por aí fazendo amigas minhas se apaixonarem por eles e depois sumirem mais rapidamente que vírus da Gripe A. E o que me deixa mais triste: constato que elas sentem falta dos elogios escorregadios deles.

Um homem que não é capaz de provar o que fala, faz melhor se ficar calado. Se um homem fala que uma mulher é linda e não é capaz de demonstrar isso por a+b (fazê-la sentir isso de forma inequívoca e eficaz), é melhor que nem se manifeste.

Se o homem (?) não é capaz disso, então o resto é verborragia, pedantismo ou falsidade — sendo estas três coisas seguramente descartáveis para uma mulher que nutra o mínimo de seu amor-próprio e cujo orgulho ainda esteja vivo. A mulher que se satisfaz com vaidade ou afagos ao ego, está pedindo pra ser enganada ou iludida.
.
Mulher, você não precisa que um inútil lhe repita o que é óbvio! Garanto que um papagaio é bem mais sincero e não some com tanta facilidade.
.
Ei, você aí! Você mesmo, homem-mosca (aquele que põe ovos e some): assuma o que fala ou, então, desapareça! Não esqueça: a fila anda e não suporta mala!

A beleza das mulheres iranianas


O Irã, através dos antigos persas, é uma terra com uma rica história, embora sacudida atualmente por acontecimentos políticos graves. Sua religião predominante é o Islamismo que, por si só, nos traz pérolas de literatura, poesia e espiritualidade de rara beleza. Mas, para mim, a beleza iraniana está em suas mulheres. Aliás, já postei um poema em homenagem a uma de suas mais heróicas representantes, Neda Soltani, e um artigo sobre seu trágico assassinato pela polícia numa das praças públicas em Teerã, participando de uma manifestação em prol dos direitos das mulheres iranianas.

Não falo da beleza vulgar, de corpos nus. Falo de um fascinante brilho, olhos claros mergulhados em rostos perfeitos e cabelos indo de negros a castanhos claros.  Com o recato imposto pelos costumes religiosos, sua aura de mistério herdada de sua origem oriental e sua coragem em lutar por suas vidas e liberdade, o que as mulheres iranianas menos precisam para se fazerem notadas é o apelo sexual. É um singular sentimento de encanto, que nos põe em brasas os rostos, ao vê-las em sorrisos enigmáticos ao estilo da Monalisa.

Todas as mulheres são lindas, em si mesmas, pois representam a letra M nas três formas que sustentam nossas vidas: Mulher, Mãe do Mundo. Negras, brancas, amarelas, jovens e idosas. Mas, os exemplos abaixo me extasiam deveras. Poderia eu escrever ainda muito mais, em elogios à beleza mítica dessas mulheres, mas prefiro que os olhos de todos contemplem o que são, pra mim, os verdadeiros ícones da beleza feminina atual. 

Este slideshow necessita de JavaScript.

Cúmulo de Insensatez


Um causo pitoresco me chegou ao conhecimento, através de uma amiga, por email. Contava ela  que, certa vez, um de seus vizinhos, que é Testemunha de Jeová, lhe chegara à casa para pregar sua doutrina. Curiosa e pesquisadora de credos religiosos, resolveu escutar a “palestra” do dito religioso. Das principais coisas, e das que mais lhe chamara a atenção, escutou que transfusão de sangue, para salvar vidas, é pecado mortal, bem como o segundo casamento é absolutamente proibido.

Bem, na continuação desse relato por email, ela me narrara justamente o momento em que não se contivera e começou a discutir com o homem. Acerca das segundas núpcias, ele dizia que a mulher, para separar-se do marido, teria de ter provas definitivas de sua infidelidade ou de sua incapacidade de gerar filhos. Ela perguntou a ele, então, se a mulher poderia separar-se do homem no caso de esse lhe espancar, mesmo sistematicamente. Claro, baseado no fundamentalismo que lhe era peculiar, ele respondera que não. O casamento era pra vida inteira, e mesmo que a separação fosse APROVADA pela igreja, ela não poderia casar-se novamente, ao contrário do marido, obviamente.

Numa sociedade em que o fundamentalismo e o radicalismo se antepõem como ferozes inimigos, ficam as mentes reféns e à mercê de absurdos como esse. Acreditem: isso é mais comum do que se pensa, e a insensatez grassa em nossa “civilização”. Ora é o fundamentalismo religioso que nos amedronta, com todas as penas de um inferno folclórico, com regras que, senão medievais, remontam à época em que só a Lei do Talião poderia conter a barbárie de povos guerreiros, onde o suicídio bombástico nos premia com 70 virgens num Paraíso esdrúxulo; ora é o radicalismo relativista, que diz que o Tudo nasceu ao acaso, de um acidente cósmico, de arranjos de proteínas ao léu, numa bela e escura noite de verão. Será que precisamos de todos esses flagelos mentais?

Eu aconselhei para que não se “aprofundasse” demais nos estudos deles, pois, sem que ela soubesse, em um ou dois sábados, ela já seria uma Testemunha de Jeová, com casamento marcado e tudo, ou então já se veria batizada numa piscina batismal. Disse que, numa hora qualquer dessas, a cachorra da casa poderia se manifestar como estivesse falando em línguas, convocando todos à conversão. Nesse caso, o Espírito Santo ainda seria uma criança, já que saberia falar apenas au-au!

Se Deus deve ser levado ao pé da letra, então Deus é um aliciador de menores, já que permitia que adolescentes servissem como esposas (escravas sexuais e parideiras). Deus infringe as Leis trabalhistas e a Declaração dos Direitos do Homem, já que tolerava a manutenção de trabalho escravo. Deus é conivente com assassinos, já que estabelecia cidades onde, os que matavam, poderiam se refugiar para escapar de linchamentos. Deus é um gângster, pois legitimava o poder dos reis, ainda que fossem tiranos. Deus era um sádico com animais, pois se refestelava com sacrifícios de animais para aplacar os pecados de seus protegidos. Enfim, Deus era uma genocida, pois várias vezes ordenara a seu povo que, invadindo a terra dos inimigos, passassem todos a fio de espada (matassem todos), sem distinguir mulheres, crianças nem idosos. Deus era um ladrão, pois justificava, com seu nome divino, a usurpação de terras de outros povos, tal como Israel faz com os palestinos até hoje. E tudo isso, em nome de um Deus que escreveu muitos livros, um Deus que tinha nomes humanos, um Deus muito cara-de-pau!