Gilberto Gil e o esquecimento da Cultura


Gilberto Gil maconheiro

Abaixo, um vídeo que achei na internet, em que Gilberto Gil numa entrevista, mesmo editada, mostra os efeitos que a maconha causa à capacidade de raciocínio de um ser humano. Dirão do vídeo: “Ah, mas a entrevista foi editada, e destacaram apenas alguns trechos de forma tendenciosa!”. Mas, vê-se pela edição que não é feita nenhuma tentativa de manipulação do que ele dissera, e sim que destaca-se a dificuldade que ele tem de articular raciocínios claros.

Ele já era viajão por natureza. Tomou LSD e mescalina nas antigas, admitiu ter fumado maconha até os 50 anos de idade (e hoje come?). Atualmente, a verborragia que emana de sua mente conturbada, intoxicada e senil, acrescida aos evidentes sinais da noia, nos leva a questionar do motivo de alguém assim ter sido elevado ao cargo de Ministro da Cultura do Brasil. É esse tipo de referência da contra-cultura que queremos para as futuras gerações, uma tal que, com seu currículo, traz registros de crimes e apologia às drogas?

Yerushalayim Shel Zahav (Jerusalém de Ouro)


Bem, para quem me conhece, não é novidade que tenho especial predileção pela língua hebraica, em suas mais variadas facetas. Talvez não poste aqui quase nada que tenha ver com o Hebraico, mas só de ler meu nickname (Ebrael Shaddai), conclui-se que tenho muito apreço por tudo que se relaciona com o hebraico. Com relação à língua hebraica, me interessa muito a Qabbalah, as músicas e as escrituras hebraicas. Não sei explicar o motivo, mas quem sabe não tenha sido eu, por várias existências, um judeu errante?

Deixo pra vocês aqui uma das músicas mais lindas que já ouvi em hebraico, Yerushalayim Shel Zahav (Jerusalém de Ouro), na voz de Leonardo Gonçalves. Logo abaixo do vídeo, a letra (pra quem desejar acompanhar e aprender a cantá-la) e a respectiva tradução.

Shalom Le-Kulkhem! (A Paz esteja com todos vocês!)

Yerushalayim Shel Zahav

Avir harim tsalul k’yayin
Vereiyach oranim
Nissah beru’ach ha’arbayim
Im kol pa’amonim.
U’vtardemat ilan va’even
Shvuyah bachalomah
Ha’ir asher badad yoshevet
Uvelibah – chomah.
Chazarnu el borot hamayim
Lashuk velakikar
Shofar koreh behar habayit
ba’ir ha’atikah.
Uvme’arot asher baselah
Alfei shmashot zorchot
Nashuv nered el Yam Hemalach
B’derech Yericho
Refrão:
Yerushalayim shel zahav
Veshel nechoshet veshel or
Halo lechol shirayich Ani kinor.
Ach bevo’i hayom lashir lach
Velach likshor k’tarim
Katonti mitse’ir bana’ich
Ume achron ham’shorerim.
Ki shmech tsorev et hasfatayim
Keneshikat saraf
Im eshkachech Yerushalayim
Asher kulah zahav.
Refrão:
Yerushalayim shel zahav
Veshel nechoshet veshel or
Halo lechol shirayich Ani kinor.
Jerusalém de Ouro
O vento das montanhas, claro como o vinho
E o cheiro dos pinheiros
É levado pela brisa do crepúsculo
Junto com o som dos sinos.

E no sono profundo da árvore e da pedra,
Presa em um sonho,
Está a cidade solitária
E no seu coração um muro.

Jerusalém de ouro,
de bronze e de luz
porque não ser eu o violino 
Para todas as tuas canções?

Voltamos aos poços de água,
Ao mercado e à praça
O Shofar chama no monte do Templo,
Na cidade velha.

E em cavernas nas montanhas
Milhares de sóis brilham
Descemos novamente ao Mar Morto
Pelo caminho de Jericó.

Jerusalém de ouro,
de bronze e de luz
porque não ser eu o violino 
Para todas as tuas canções?

Gotan Project: Tango para o século XXI


Este post não tem nada a ver com algum sentimento de remorso pelo sarro que todos nós, brasileiros, tiramos, com justiça, dos malfadados torcedores argentinos, pelo fiasco maior da seleção argentina, em relação à Seleção Brasileira na Copa 2010.

Se tem algo admirável, comum, aos povos brasileiro e argentino, este é o orgulho de suas raízes populares e culturais. Assim como o samba, o futebol e a religiosidade são para o brasileiro suas marcas maiores, entre tantas outras, o tango, Maradona, o patriotismo e o churrasco o são para o argentino. Dentre estes últimos exemplos, o que para mim é mais encantador (talvez o único) é o tango.

Não vou fazer uma descrição histórica do tango, nem versar sobre a biografia de Carlos Gardel, argentino mundialmente reconhecido como sendo o próprio ícone do tango. Tango para mim: ritmo musical popular, melódico-sensual, despertador de extrema e embriagante luxúria e de uma cadência única e original. E como eu aprecio coisas originais!! Tudo o que é original – talvez isso seja um paradoxo –, também é versátil e evolui harmoniosamente. É chegado o século XXI, o século de mudanças, culturais e de consciências, muito velozes e avassaladoras.

O Gotan Project é um projeto que busca mesclar e adaptar o Tango e suas vertentes clássico-populares aos novos tempos e ritmos. Ao meu ver, os criadores do projeto têm conseguido ótimos resultados nesse sentido. No site do projeto, linkado acima, há discografia e biografia do Projeto. A seguir, alguns vídeoclipes relacionados ao Gotan Project, que achei muito interessantes, tanto pelo som gostoso de ouvir como pela arte em si. Confiram: