Inevitável Entardecer


“Quando cai a tarde, a Natureza muda sua guarda.”

[Anônimo]

Inevitável EntardecerCastelluccio, Úmbria, ItáliaFORT MYERS, Florida, EUA! Visão lateral do pierGodrevy, Cornwall, InglaterraIlhas Mallorca, EspanhaLago Panajachel, Guatemala
Lago Tagua, ChileLilás e PalmeirasLobo ao pôr-do-solPalermo, Sicília, ItáliaPraia de Zicatela, México - Foto de Ana GomezTarde 1
Tarde azul 2Tarde azul 3Tarde azul 4Tarde azulTarde no lagoTarde Roxa

Entardecer, um álbum no Flickr.

Neve, pela primeira vez, no Morro do Cambirela (Palhoça, SC)


Yesss! Nós também temos neve!

Como de costume, durmo tarde e acordo lá pelas 10 horas da manhã. Hoje, minha esposa me despertou mais cedo, dizendo: “Júlio, venha ver! Venha ver uma coisa!” Eu, já com a cara “feia”, pensei que se tratasse de algum “pepino”.

Não, aqui em Palhoça, todos foram acordados por essa visão:

Morro do Cambirela, Palhoça, SC. Foto tirada em 23/07/2013, 08:00
Morro do Cambirela, Palhoça, SC. Foto tirada em 23/07/2013, 08:00

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De acordo com a meteorologista da Epagri, Marilene de Lima, a neve, que ocorreu devido a uma combinação de umidade e temperaturas entre 0ºC e 1ºC, não deve se repetir nos próximos dias em Santa Catarina.

— Com a chegada de uma massa de ar seco e frio a chance de neve passou e favorece a formação de geada em SC — disse Marilene, salientando o risco de geada negra, devido ao vento.

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Fonte: Imagens Crônicas.

Dores Planetárias e um Poema


Vagando e vagando por essas noites pelos mares sem fim da Internet, pois “navegar é preciso”, surgiu algo sobre o que falar. É um assunto tão recorrente, esse das mudanças bruscas e desenfreadas (ou superaceleradas, não sei bem) por que passa o planeta e a humanidade, que já se torna, aos olhos de todos, piegas falar nele.

Sinto uma dor imensa e aflição por todos nós, passageiros dessa Nave. Não queremos saber se essa Nave deve chegar a algum lugar; não nos preocupamos, pois pensamos que ela está em “piloto automático”. Sóqueremos saber quem vai ocupar a cadeira do Capitão. Mas, será que o Capitão já não está louco, a sabotar o funcionamento da Nave-Mãe?? O que ele faz pelos tripulantes e passageiros?? É uma mera figura decorativa no hall das espécies que habitam a Nave?? Esse Capitão (a humanidade, com o cap da morte disfarçado de esperança inerte) não percebe que o “piloto automático” regula a atividade e o bom funcionamento da Nave. Se os tripulantes não se comportam bem, se não se esforçam para ajudar a mantê-la em harmônico estado mecânico, o que resultará??

Sinto essa dor não como algo pessoal. Estou aqui, confortável nessa mesa de computador, cheio de cabos a tecer viadutos (eletrodutos é melhor) entre minha paciência e insatisfação com o que eu vejo. Porém, é uma dor planetária, como uma célula que pressente o câncer crescendo nas vizinhanças. E qual célula do estômago não se ressente da voracidade da fome que vem do cérebro?? Somos UM só Corpo, e numa metástase planetária, todas as células e tecidos semelhantes sofreriam a a mesma dor da extirpação. O Planeta executa, de vez em quando, quimioterapias e expurgos para equilibrar sua saúde. A Natureza é mais inteligente e autônoma do que podem imaginar esses tecidos e estratos de células humanóides que somos todos. Humanóides sim, como apenas mais uma similaridade, pois o conceito áureo de humanidade (centelha pensante) já está, esse sim, piegas e demagógico demais.

Temos que reinventar o conceito de humanidade, reprojetar o que queremos daqui pra frente, e adequar isso ao que nos espera no futuro bem à porta, como consequência de nossa irrefreável irresponsabilidade. A Era de Aquário está aí, e a liberdade prometida pelas profecias tem sido apenas a Liberdade da desordem. Temos que encontrar um novo jeito de assimilar essa dor, de sublimá-la, porque os anestésicos que nossa auto-estima capitalista (falsa e sem-vergonha) já não nos fazem dormir tranquilamente.

Nossa Nave-Mãe

Dói aqui no coração

Do meu mini-planeta.

Do meu microscosmos,

Vejo lá, na pequenina Terra,

Uma garça se afundando em óleo

E um mendigo chorando

Pela lata de lixo vazia.


Chora o sabiá, o urso polar

E o joão-de-barro não mais se preocupa,

Pois as chuvas foram-se embora.

Estão de férias os pinguins??


Minhas células mini-universais

Se ressentem

Do frio nuclear,

Da fome mitocondrial,

Da peste genética,

Da solidão intestinal,

Da corrupção dos vermes,

Do DNA desumano…


DNA desumano,

Destino inumano,

Sonho sobre-humano,

Esperança resiste a uma

Saraivada sub-humana

De espasmos planetários.