A beleza das mulheres iranianas


O Irã, através dos antigos persas, é uma terra com uma rica história, embora sacudida atualmente por acontecimentos políticos graves. Sua religião predominante é o Islamismo que, por si só, nos traz pérolas de literatura, poesia e espiritualidade de rara beleza. Mas, para mim, a beleza iraniana está em suas mulheres. Aliás, já postei um poema em homenagem a uma de suas mais heróicas representantes, Neda Soltani, e um artigo sobre seu trágico assassinato pela polícia numa das praças públicas em Teerã, participando de uma manifestação em prol dos direitos das mulheres iranianas.

Não falo da beleza vulgar, de corpos nus. Falo de um fascinante brilho, olhos claros mergulhados em rostos perfeitos e cabelos indo de negros a castanhos claros.  Com o recato imposto pelos costumes religiosos, sua aura de mistério herdada de sua origem oriental e sua coragem em lutar por suas vidas e liberdade, o que as mulheres iranianas menos precisam para se fazerem notadas é o apelo sexual. É um singular sentimento de encanto, que nos põe em brasas os rostos, ao vê-las em sorrisos enigmáticos ao estilo da Monalisa.

Todas as mulheres são lindas, em si mesmas, pois representam a letra M nas três formas que sustentam nossas vidas: Mulher, Mãe do Mundo. Negras, brancas, amarelas, jovens e idosas. Mas, os exemplos abaixo me extasiam deveras. Poderia eu escrever ainda muito mais, em elogios à beleza mítica dessas mulheres, mas prefiro que os olhos de todos contemplem o que são, pra mim, os verdadeiros ícones da beleza feminina atual. 

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Grande Fênix (in memoriam de Neda Soltani)


Neda Agha Soltani: heroína das mulheres iranianas.

Vôe Neda,

Nas cinzas do esquecimento

Não hás de ficar imersa;

A Grande Fênix,

Chamada Esperança,

Persistente,

A última remanescente

De toda Criança,

Te levará ao sublime firmamento,

Sobre um lindo tapete persa.

 

Vôe Neda,

Não há buraco, não mais,

Em teu coração de diamante.

Por ti seguimos, todos, adiante,

Lutando, gritando, pedindo paz.

Ainda que esperemos a todo instante,

Pelo Navio da Liberdade, grande e possante,

Por toda a Vida, neste solitário cais.