Ao olhar para o Alto


Há quanto tempo não escrevo para ti, não é mesmo? Digam o que quiserem, meu Senhor, a teu respeito. Ainda assim, eu sempre estarei olhando para o Alto à procura da Luz inspiradora de teu Rosto, exatamente como o faço agora.

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Sub tuum præsidium


Para os protestantes que insistem (inutilmente, claro) que a devoção à Santíssima Virgem Maria surgiu por uma invenção dos católicos após Constantino é que, especialmente, escrevo esta postagem. Claro que, para todos os católicos, servirá também como informação valiosa, mas escrevo para mostrar aos irmãos que andam no erro que a devoção mariana remonta mesmo à Igreja Católica dos tempos apostólicos (a que os protestantes chamam de “primitiva” para tentar separá-la da Igreja de sempre).

Sub tuum præsidium

Sub tuum præsidium (do latim, “À vossa proteção”) é a mais antiga oração pela intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria, e é datada do séc. II, quando muitos dos primeiros sucessores dos apóstolos  (ordenados como bispos e presbíteros) ainda estavam vivos.

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Regina Coeli e Anima Christi


De todas as litanias (ladainhas) compostas em dois mil anos da Santa Igreja como peregrina na Terra, essas duas abaixo estão entre as mais belas que já ouvi em minha curta vida. Transmitem não apenas a beleza e transcendência da Fé na salvação que vem do Alto, mas certezas inabaláveis amalgamadas numa receita de Paz e Harmonia indescritíveis a essa pobre alma que vos fala.

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Regina Cœli

Regina Cœli (Rainha do Céu), é a oração rezada por nós, Católicos, às 6 h, 12 h e 18 h no Tempo Pascal, em substituição ao Angelus, rezado no restante do ano naqueles mesmos horários.

História: Há um conto medieval que narra assim a criação da litania Regina Cœli:

Era o ano 590, em Roma. A Cidade Eterna havia sido devastada por um transbordamento do rio Tibre, sendo alagada e reduzida  à fome, sofrendo com uma terrível peste. Para aplacar a cólera divina, o Papa S. Gregório Magno ordenou uma litania septiforme, isto é, uma procissão geral do clero e da população romana, formada por sete cortejos que confluíram para a Basílica Vaticana.

Enquanto a grande multidão caminhava pela cidade, a pestilência chegou a um tal furor, que no breve espaço de uma hora oitenta pessoas caíram mortas ao chão. Mas S. Gregório não cessou um instante de exortar o povo para que continuasse a rezar, e que diante do cortejo fosse levado o quadro da Virgem que chora, do Ara Cœli, pintado (segundo a lenda) pelo evangelista S. Lucas. Fato maravilhoso: à medida que a imagem avançava, a área se tornava mais sã e limpa à sua passagem, e os miasmas da peste se dissolviam.

Junto da ponte que une a cidade ao castelo, inesperadamente ouviu-se um coro que cantava, por cima da sagrada imagem: “Regina Cœli, lætare, Alleluia!”, ao qual S. Gregório respondeu: “Ora pro nobis Deum, Alleluia!”. Assim nasceu o Regina Cœli.

Após o canto, os anjos se colocaram em círculo em torno do quadro. São Gregório Magno, erguendo os olhos, viu sobre o alto do castelo (de Sant’ Angelo Escabelo-para-os-Pés) um anjo exterminador que, após enxugar a espada, da qual escorria sangue, colocou-a na bainha, como sinal do cessamento do castigo.

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