Sobre pactos


Carl Gustav Jung diria que basta que o Ego busque o Poder do Inconsciente, admitindo sua incapacidade em obter aquilo de que deseja fruir, para que haja “pacto”.

Agindo sutilmente o Inconsciente coletivo pelo pactuado, há a ilusão de que o Coletivo, como representante de um poder superior, agirá em favor dele.

Dificilmente, a pessoa se livra da cobrança daquilo que jaz dentro dela mesma. A Sombra a segue, e tudo sabe acerca dela. A Sombra é a parte noturna, não iluminada, da personalidade.

O Amor como um Pacto


O que é o Amor? Ele é um sentimento, uma (ou a) Realidade, o fundamento de todas as coisas? É possível que a humanidade possa conhecer o Amor de formas tão diferentes, por tão dissonantes concepções? E se o Amor for um pacto?

Deus Caritas est!

Em grego, o versículo acima da Primeira Carta de João [1] diz-se: ὁ θεòς ἀγάπη ἐστίν (hó theos ágapi estín). Deus é Amor! Ora, segundo a concepção de um Deus Eterno, obviamente redundaríamos em sua imutabilidade. Sendo imutável, cada um de seus atributos estaria livre da noção de efemeridade ou mudanças de estado. No Universo, tudo que se relacione a Ele e ao Seu Amor, seja qual for a realidade em questão, deve, então, tender à sua plena Realização.

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