Pensamento dos animais (2)


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Estava eu cá pensando (não sou um gato de verdade, mas um holograma deles): agora posso formular a hipótese de que os animais de algumas espécies, ao menos aquelas com cérebro mais desenvolvido, realmente pensam. Só não conseguem pensar como nós por um motivo principal: eles não falam, não têm uma linguagem sobre a qual possam reverberar seu pensamento.

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Tempo propício


O Rei dispensa a Coroa, mas a Coroa não existe sem um Rei. Só existe um Rei para cada Coroa e um momento certo para que seja apoderada por seu legítimo dono. Esse momento certo é, sempre, a quinta-feira. Ninguém chega a realizar nada de grande na vida se já não estiver pronto para isso ao anoitecer de quinta-feira.

(Júlio César Coelho, a.k.a “Ebrael”).

Florianópolis, 19 de maio de 2014.

Sobre o pensamento dos animais


Ou “De animálium cogitatione“.

Continuando a minha pequena série de devaneios com títulos em latim, venho refletir sobre os animais, mais especificamente os animais não humanos, ditos irracionais. Particularmente, uma pergunta sempre me fustigou a mente desde a adolescência: os animais pensam?

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O ser humano e seus estábulos


O mundo é um lugar inseguro, e os seres humanos, coletivos como são, tendem a ficar todos juntos, inclusive em termos de comportamento. Ter um comportamento “diferente” do dos demais pode significar ser alvo de predadores ou dos “donos” da “tribo”.

Ousar saber, conhecer mais, é um perigo. Para isso, é preciso não apenas caminhar, por vezes só, pela caverna úmida e escura (como no conhecido mito de Platão), mas também deixar “pai e mãe”, o conforto e a proteção do convívio social, ainda que nas “trevas”. Uma das coisas que perseguem e atemorizam o “animal” humano é o risco de morrer por nada e – pior – morrer sozinho.

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