O Brasil e alguns de seus ritos de passagem


Acostumamo-nos a pensar sobre nossas vidas e sobre a história desse país de forma análoga, por períodos, marcos, fases, datas, etc. Seriam semelhantes aos ritos de passagem da vida de um jovem. Tal qual é nossa nação tupiniquim, um mancebo exposto a provas esdrúxulas e incompreensíveis na maloca onde vive (oh, saudosa maloca, maloca querida!), dotado de muita energia, valor e nenhum juízo.

A letra do Hino Nacional poderia nos servir de bela inspiração para esses devaneios, mas prefiro não me entranhar nas matas do desassossego e da heresia. Fico com essa perplexidade de filho do índio que, entendendo que nada é o que parece, sente-se inquieto com as batalhas que se travam pela alma e corpo desta sua terra continental.

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Vida de Parlamentar na Suécia


YouTube – ‪Alguém se Candidata a ser Parlamentar na Suécia???‬‏.

Metendo o Bico: A PresidentA foi estudantA?


Seguindo o William Jr., eu já vinha execrando essa aberração megalomaníaca da presidente Dilma:

Metendo o Bico: A PRESIDENTA FOI ESTUDANTA?.

Eleições 2010 e Eventos Psicodélicos


Ainda há muitos patriotas (os quais eu respeito) que nos exortam a não “jogar nosso voto no lixo”, assinalando NULO. Mas, como não enlouquecer, ficar instável, quando nos deparamos com tantos eventos burlescos na Politicalha Nacional? Há um certo entorpecimento mental, um relaxamento moral, às vezes forçoso, que nos chega pelos meios de comunicação, e originada pela agressividade dos agentes que deveriam (e muitas vezes são, no mal sentido) exemplos para a sociedade.

Almejar uma saúde mental nacional, uma vida de paz nas ruas, sendo que não conseguimos parar o estardalhaço que a perplexidade nos causa são ideais quase que unânimes hoje em dia. Não sei se isso (a doideira coletiva) é intencional, por desejo das elites, ou natural mesmo, tendo em vista os eventos psicodélicos que vivemos todos os dias. A Martha Suplicy falava pra gente relaxar e gozar. Isso seria um paliativo para as dores sociais por que passa a Mãe Gentil?


Se o estupro é iminente…relaxe e goze!

Se o salário mínimo só dá pra comprar comida…relaxe e engula!

Se os ladrões criaram esse país, e o controlam…relaxe e pague o imposto (por existir)!

Se o voto é obrigatório…relaxe e vote (nulo ou não)!

Se a educação é um porcaria…relaxe e estude a coxa da vizinha!

Se a bala que nos mata é perdida…relaxe e ache uma granada!

Se o Tiririca não sabe ler, e se eleger…relaxe – a maioria também não sabe –, e aprenda a ler melhor!

Se quem você elegeu rir de você, e te chamar de pé-rapado…relaxe, vire as costas, e mande uma banana pra ele (pra ele enfiar em si mesmo, onde quiser).


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Realmente, depois de mensalões, mensalinhos, dólares na cueca, assassinatos, espionagem, boate virando igreja e igreja virando boate (sábio Zeca Baleiro) e toda a fauna de espécies de corruptídeos infestando nosso país, posso dizer que parece o fim do mundo. Vamos sentar e assistir ao glorioso fim dessa palhaçada chamada democracia. Até a Esperança está de malas prontas para o Universo Paralelo. O Amor é artigo supérfluo e a tinta de cabelo é de primeira necessidade. A caridade não se mostra, pois quem deve abrir os olhos, ou dorme de preguiça ,ou coça-os, fingindo não ser consigo.

A honestidade é demodê, a virtude é do vidro de carro mais fumê e a candidata guerrilheira é dejavù. Cansei de tentar entender o que se passa no Brasil. É uma sequência tão irracional de coisas surreais, perpassando nossas retinas diariamente, que não consigo mais filtrar o que vale a pena ver e lembrar. A capacidade de discernimento e individuação perdem-se com tanta hipnose coletiva. Somos tão apertados, e de tal forma oprimidos, contra os acontecimentos que nos assombram que quase nos vemos como um gado, simples gado, com destino certo: a servidão e a aniquilação.

Sintomas de medo são esses do último parágrafo. Nos indicarão barbitúricos ou aquela cerveja barata, com som pseudo-pop e leitura de caderno de esportes.

Isso tudo é inacreditável!! E o senhor, doutor?!? Acredita?