Mortadela ou caviar?


Poucos se aperceberam que a visão revolucionária de sociedade não é nova, nem está restrita aos círculos ditos de Esquerda. Ela arrasta, para um centro de gravidade comum, dois principais estratos, atualmente apelidados como conservadores e progressistas, ou mesmo revolucionários e reacionários.

No entanto, o grupo mais à Esquerda pode, ainda, ser subdividido em outros dois segmentos: a) aqueles que recebem pão com mortadela durante manifestações, e; b) aqueles que comem caviar em Paris.

Dia de quê, mesmo? Independência?


Há muito tempo que articulistas na internet têm dificuldades em falar sobre algo ameno. Sintomático: assuntos tensos sempre nos chamam mais a atenção, nos deixam mais alertas, principalmente quando o que está em jogo é a manutenção de nosso precário projeto de civilização. Quando falamos em independência, então, sentimos vontade de chorar. E choramos, perplexos, olhos arregalam-se. Pausa para respirar.

15 de Março: o “impeachment” de Dilma, apenas, não basta!


O des-governo de Dilma Rousseff está a um sopro de cair estatelado. Mas cairá sob o próprio peso, constipado por sua inépcia ou por desentendimentos da quadrilha governante. Diante dos últimos números, apurados pelo próprio Planalto, em que a presidente, após menos de 3 meses de sua posse, aparece com apenas 7% (sete por cento) de aprovação, testemunhamos o desespero dos membros da Grande Besta chamada PT (agora, Partido Titanic). Seus aliados em outros partidos estão estarrecidos e o povo se prepara para um revide justo. Data: 15 de março de 2015.

Quando chegaremos ao fundo do poço?


Eu tenho evitado, ao máximo que posso, as postagens sobre Política, principalmente a brasileira. Bem diria Rui Barbosa: “Política brasileira não, Politicalha brasileira!”. Tenho plena consciência de que essa arte, a Política — que deveria ser a mais nobre de todas enquanto exercício da defesa dos interesses da Nação — virou ofício de rapinagem institucional e canastrice circense. Porém, não devemos nos abster por demais da Política, assim como das doenças e dos deveres, para que não percamos de vez o contato com a realidade, a única que temos, ainda que mórbida.