De Amaritudine (A Amargura)


Se tem uma hora em que necessitamos mais de café, essa é a hora morta, à meia-noite. Então é que a boca fica meio-amarga. Não como os chocolates, num desnível de cacau, overdose do vício. Amarga pela saliva represada, pela perplexidade, que nos impede de engolir, num medo esquisito de engasgar, de deitarmos e não acordarmos sãos e salvos.

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O Amor como um Pacto


O que é o Amor? Ele é um sentimento, uma (ou a) Realidade, o fundamento de todas as coisas? É possível que a humanidade possa conhecer o Amor de formas tão diferentes, por tão dissonantes concepções? E se o Amor for um pacto?

Deus Caritas est!

Em grego, o versículo acima da Primeira Carta de João [1] diz-se: ὁ θεòς ἀγάπη ἐστίν (hó theos ágapi estín). Deus é Amor! Ora, segundo a concepção de um Deus Eterno, obviamente redundaríamos em sua imutabilidade. Sendo imutável, cada um de seus atributos estaria livre da noção de efemeridade ou mudanças de estado. No Universo, tudo que se relacione a Ele e ao Seu Amor, seja qual for a realidade em questão, deve, então, tender à sua plena Realização.

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De Cupiditate (Sobre o desejo)


Em uma frase, eu poderia definir o objeto focado por este artigo da seguinte forma:

Desejo é a sensibilização operada pela Vontade na natureza dos seres.

Há dois termos que, em latim, significam, cada um a seu turno, a noção do que é o desejo:

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