Parábolas do Silêncio


Eu poderia manter-me em silêncio, agora. Porém, se a palavra é de prata, o Silêncio não remete a metal precioso algum. Não, o Silêncio não é de ouro e sequer reluz. Com efeito, o Silêncio é como uma névoa extremamente sutil, cheia de virtudes misteriosas e balsâmicas para uns e de ácidas conotações para outros.

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Sobre o Silêncio e alguns devaneios


Não! Se me perguntarem se a Vida cansa, direi que a Vida não representa um fardo. É o Mundo que, nos aproximando mais e mais uns dos outros, torna meio carregado o ar ao nosso redor. A interação, esses entre-choques com os outros (sempre os outros), nos custam um tempo precioso para que nos estabilizemos e nos controlemos.

Entretanto, retornar ao combate diário pelo silêncio interior, necessário ao repouso da Mente e à reflexão, tornou-se tarefa quase impraticável nos dias de hoje. É no silêncio que, se alcançado em um nível mínimo, nos permitiria varrer da mente aquilo que a contamina e nos prende, tiranicamente. Nobres metas sempre estão a ceder lugar a pensamentos fortuitos, desejos prementes e necessidades imediatas. Concebemos esses pensamentos inúteis como filhos mimados a nos aporrinhar, dia a dia.

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