Translúcida


TRANSLÚCIDA

Só, escutando as gotas,
Cheirando a mesma névoa,
E o assento, só.

Ingerindo teu gemido,
Introjetando cada nota,
E o timbre agudo, só.

Conduzidos pela escada,
Tempos idos e sempre vindos.
Nos sapatos: pó.

Medo e coragem, complementares.
Antônios e Simones se fazem pares.
E a Alma, nunca só.

À frente, somente o Sol.

(Ebrael Shaddai, 27 de setembro de 2017.)

Em meio aos Girassóis


Para K. M.

— Bom dia, Sol! – diz certa flor
Ao seu provedor iluminado,
Com olhos ao Céu tornado,
Pintado à mão, em única cor.
– Enquanto move-me o teu calor,
Meu Rei-Sol, és informado
De quão natural é este Amor
Por meu Senhor e meu amado.

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A Tempestade


Você está vivendo numa boa, como se tudo fosse sombra e água fresca. Você trabalha, sai sempre com seu terno alinhado (ou não), vai com seu carro pela marginal da rodovia, sem pressa. Você não tem pressa. Afinal, tudo, aparentemente, vai bem.

O contrário, também é possível. Você pode estar desempregado neste momento, há alguns meses ou há mais de um ano. Faz biscate para pagar luz, água e aquela TV de plasma que você conseguiu no leilão da Receita, a preço de fim de feira.

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Não resista!


Tempos como esses são especiais, em que verbos como resistir e cair andam em alta ( 😀 ), inclusive na Política. Mas, como verbos, essas palavras suscitam efeitos contraditórios, às vezes, de acordo com as nossas emoções e as contingências de nosso Caminho.

Por isso tudo, eu, que já vivi intensamente todas as contradições que eu poderia suportar, digo a você:

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