Nota sobre o Feminismo


Tabus (os quais as feministas chamam de preconceitos e que eu acho normais e sadios, quando não são doentios) existem tanto nas sociedades patriarcais como nas matriarcais. As mulheres das sociedades matriarcais correm o risco de parecerem ainda mais machistas (com ou sem saias) e promíscuas do que os homens nas sociedades patriarcais.

Por exemplo: há aldeias no Vietnã onde cada mulher pode ter vários maridos. Ela pode transar com qual deles ela quiser e quando quiser. Ora, se no Brasil uma amante de um homem só já é mal vista, imagine uma esposa de sete maridos!

Querem todas as benesses sem qualquer responsabilização. Fogem da maternidade (vocação natural primária da mulher) para deixarem de servir (na verdade, ajudar) os homens e se tornarem escravas dos patrões, acumulando milhares de horas em serões para, ao fim de cada noite, gozarem sozinhas seus 2 litros de Napolitano diante da TV.

O poder da mulher é subjacente, subliminar e, por isso, mais efetivo que o do homem. O poder manifesto é do homem, é um símbolo que está além da compreensão humana, é algo natural, acima de rótulos. Não adianta quererem lutar contra esse símbolo.

As feministas querem ter o que os homens têm, ou seja, o poder simbólico do falo. Daí que nasce o fetiche lésbico, fruto de revolta inconsciente contra o que elas não podem ter/ser. Ao invés de exercerem seu poder natural de forma inteligente (o que lhes é peculiar), transformam-se em seres que vagam no Limbo entre sua natureza e sua inveja, piores que cópias de Frankenstein.

A repressão ao instinto sexual e suas consequências


Freud alegava que boa parte dos transtornos mentais da idade adulta têm origem em distúrbios sexuais, e ainda que um parcela significativa, oriundas na infância e/ou adolescência. Ontem, li um artigo no blog da Fátima Jacinto, sobre as máscaras da personalidade, assumidas pelos adultos, e com início na infância. Segundo ela, para que não sofra rejeição e receba o amor de seus pais, a criança tende a mascarar sua vulnerabilidade através de um comportamento que seja “aceitável” àqueles de quem esperam proteção e aprovação. Isso implica que, no caso de um comportamento, que na infância é despido de “pecado”, mas não aos olhos dos adultos, a criança prefira esconder suas inclinações, sejam elas de que ordem for, através de uma postura “aceitável”, porém de renúncia de seus instintos. Então, a repressão, o abafamento dos instintos sexuais, ainda que em estado incipiente, se originaria na infância.

Eu concordo, quando se diz que Freud não deveria levar tudo a ferro e fogo. Acho, como ela, que nem todos os problemas mentais têm fundo sexual. Mas afirmo que o instinto sexual é a força mais poderosa da psique humana, mais até do que o instinto de sobrevivência. O instinto de sobrevivência nos arrebata igualmente como o sexual, porém o sexual vai mais além. No afã e no delírio do desejo sexual, não nos importaríamos de morrer ali, se nos fosse possível escolher.

Em uma situação de perigo, de vida ou aniquilação, ainda que a coragem seja um vetor poderoso para que tentemos até o fim nos salvarmos, há a tristeza. É a tristeza de saber que somos essencialmente egoístas, e que faríamos qualquer coisa para nos salvar, mas não para salvar o outro. Pelo menos, não sempre. No instinto de sobrevivência não há o Amor, pois que o Amor exige a transcendência do medo, e isso implica uma renúncia suprema e última do que é seu pelo que é do outro. No ato sexual (não o simplista ato de copular, mas o desejo de perpetuação), nos congregamos tanto com o outro corpo, e o desejo de nos fundirmos no Amor é tão grande, que morreríamos felizes, sem remorsos, se esse fosse o preço de uma união completa dos corpos e das almas. Esse é o gozo, o prazer, e ao mesmo tempo a tristeza, pois vemos que não morremos naquela hora. Viveremos novamente a separação dos corpos, sem que o objetivo de união fosse atingido.

O instinto sexual é basicamente “natural”. O que quero dizer que independe de nossa vontade. Ele está presente como potência do corpo material do qual nossa alma se reveste. Ele é o animal que nos estimula, inconscientemente, a nos perpetuar e livremente nos dissolvermos no outro corpo. É a procriação (diferente do conceito católico), que busca criar incessantemente, sem contudo nos exigir a geração de outro corpo, ainda que isso fosse “natural”. Dizemos fazer sexo por prazer simplesmente porque temos consciência dessas sensações. Podemos descrevê-las e, disso, gerar mais prazer.

 

 

Não se pode renegar que vivemos em um corpo animal. Não se pode negligenciar e deixar de cuidar desse corpo animal, impunemente, sem sofrer as repreensões e revoltas desse mesmo corpo, dessa mesma força. Não se trata aqui de apologia à liberação sexual, ou então, libertinagem ou estímulo à orgia. Mas a auto-determinação e a liberdade de opção em termos de sexualidade é fundamental para que um ser humano caminhe seguro pela vida. Um ser humano seguro é aquele que consegue viver harmoniosamente no mundo, e transitar livremente entre seu corpo e sua mente sem conflitos muito graves.

A repressão, por parte dos pais, das religiões e da sociedade, em forma de tabus e estereótipos, aos instintos de uma pessoa, assim como o é com suas crenças mais íntimas, é uma violência terrível, tanto quanto o é o medo da morte e da fome. A personalidade verdadeira da pessoa vai afundando, mais e mais, para um lado remoto da mente, ficando camuflada por máscaras que satisfaçam as vontades alheias. Esse é, portanto, um ser humano escravo das circunstâncias. O dia em que essa máscara de convenções e atitudes superficiais se desfaz, irrompe, furiosa, a fera aprisionada, que exige liberdade, e devolve em excessos, ainda mais crassos, as opressões que o mundo lhe impôs.