Espancada por 25 anos: Agora chega!!


A morosidade da (In-) Justiça Brasileira já é de conhecimento até mesmo científico. Há alguns teóricos que dizem que tudo no Brasil funciona em marcha lenta (inclusive essa conexão de banda estreita) pelo clima, muito quente, que dificultaria a locomoção das canetas e das viaturas policiais. Mas, por outro lado, me espanta a rapidez e agilidade (leia-se impunidade) com que agem os criminosos desses país, seja em trajes sport, de chinelo e bermuda ou, mesmo, em ternos italianos. Também pudera, em um país onde juízes do Supremo Tribunal Federal, os maiorais do Judiciário nacional, dão seu ótimo exemplo, trabalhando (ou fingindo trabalhar) por três dias na semana, poderíamos esperar coisa melhor?? Acho que não. Acho que reclamamos de barriga cheia.

Afora isso, já que minha cota de acidez irônica já foi destilada com sucesso, vamos ao trabalho!! Afinal, esse blog não deve se aplicar apenas a sonhos místicos ou teorias conspiratórias. Deve servir (e o poderia ainda mais, admito) a prestar um serviço de utilidade pública e solidariedade para com nossa sociedade.

Comecei falando de (in-) Justiça, por que fiquei sabendo ontem de uma carta escrita por uma amiga blogueira que está (pasmem!!) sofrendo maus tratos há 25 anos. Ela é espancada quase que diariamente, segundo depoimento em carta, e também por artigos publicados por ela já há muito tempo. Vão me perguntar, antes de lerem essa carta citada aqui por mim, por que então ela não denuncia o agressor?

Lembram-se todos do caso da mulher, morta há alguns dias, que denunciou o ex-marido 8 (eu disse OITO) vezes, sem que a Polícia tomasse qualquer providência para resguardar a vida dela?? De que adianta denunciar?? Isso garante a proteção de alguém nesse país?? Se não é morto na rua, o é em casa, no carro e até em banheiro público. Não importa: quem denuncia, está assinando um meio atestado de óbito. E no caso dessa minha amiga, Maria de Fátima Jacinto, o fato de ter renunciado a uma carreira condizente com seus anseios, para cuidar da família e dos três filhos, tirou dela toda auto-estima, fazendo-a prisioneira de um torturador psicopata.

Visitem o blog da Maria de Fátima e prestem sua solidariedade, seja com palavras de conforto ou qualquer outro tipo de auxílio, financeiro ou jurídico, para que se livre dessa situação degradante, tais como a de milhares de mulheres por esse nosso Brasil afora.

O blog dela está nesse endereço:  http://araretamaumamulher.blogspot.com/

Leiam a carta dela, que também se encontra no blog Masquerade, da minha amigona Sissym Mascarenhas:

Amigo (a):

Maria de Fátima JacintoPeço um favor, que você leia está carta até o final e deixe o seu coração tomar a decisão.
Nessa carta exponho uma parte da minha vida. Meu nome é Maria de Fátima Jacinto, tenho 49 anos, sou mãe de três filhos, dentre os quais um faleceu em janeiro de 2009. Somos, meus filhos e eu, vitimas de violência doméstica.
Após a morte do Vinicius, nossa situação piorou bastante, nos sentimos encurralados, sem um lugar para nos movimentar.
Vivemos numa casa, que não é nossa, e não existe a menor chance de um dia ser. Somos ameaçados e humilhados, pelo meu ex-marido, o pai dos meus filhos. Somos tratados como se fossemos porcos em um chiqueiro, ele tem um padrão de vida altíssimo, mas nos deixa viver em uma casa de três peças sem portas internas, nem o banheiro tem porta, com uma fossa a céu aberto, e com entulhos que ele vai juntando e trazendo para cá de tudo quanto é espécie. Se jogarmos fora [os entulhos] somos espancados e humilhados. Não estamos mais suportando tamanha humilhação.

Tenho um blog onde falo mais profundamente da vida que levamos, deixo aqui o endereço caso você queira conferir. Procure os post mais antigos do blog, que é onde está sendo contada a minha vida. Aqui está o endereço do blog: http://araretamaumamulher.blogspot.com/
Pensei muito no que fazer, não quero parecer ser o que não sou. Por isso, quero deixar claro que tenho um bom nível de escolaridade. Mas , vinte e cinco anos de humilhação e espancamentos acabaram com toda a minha auto-estima, estou em tratamento psicológico, caso contrario não conseguiria fazer nem o blog nem  [escrever] esta carta, tenha essa certeza.
Precisamos sair daqui o mais rápido possível, e não temos condições financeiras para isso. Então, resolvi pedir doações na internet. Não estou pedindo a ninguém um valor alto, gostaria que você postasse uma carta no correio com R$2,00 (dois reais), não se esquecendo de colocar um pedaço de papel dobrado com o dinheiro dentro caso contrario os correios não entregam. Mas se o dinheiro estiver dentro do papel passa com certeza pelos correios. Deixo aqui meu endereço e telefone, e me coloco a disposição de qualquer pessoa que queira conferir a veracidade dos fatos.


Maria de Fátima Jacinto
Rua Fidalma Manduca, 302.
Jardim Primavera
CEP 78725 110 Rondonópolis MT.


Minha idéia é a seguinte, se cada pessoa me enviar R$2,00 reais terei condições de procurar um lugar para que eu e meus filhos possamos morar, e começar novamente novas vidas. E não estarei deixando ninguém em situação difícil para me ajudar. Deixo aqui também o numero da minha conta poupança caso alguém queira fazer uma doação maior:

Caixa Economica Federal (pode ser efetuado em qualquer casa loterica e na maioria dos supermercados.)
Agencia 3119
Operação 013
Conta poupança 8614-0
Maria de Fátima Jacinto

Quanto à justiça, ela é muito lenta e muitas vezes um psicopata consegue enganar um juiz, isso já aconteceu comigo outras vezes. Por favor consulte o seu coração e se faça o que você achar que deve.
Conto com a usa ajuda!!
Se sentir vontade divulgue essa carta, me ajude!!
Desde  já agradeço
Fique na Luz e na Paz
Maria de Fátima Jacinto
Uma Mulher

http://araretamaumamulher.blogspot.com/

A crueldade do sistema de castas na Índia


Alguns murmuradores poderão dizer que, com esse artigo, estou tentando me aproveitar da visibilidade de uma novela. Não nego que a novela Caminho das Índias trouxe ao conhecimento do grande público elementos de uma cultura um pouco distante. E trouxe questionamentos e polêmicas, principalmente. Uma delas é a relacionada ao sistema de castas da Índia.

O sistema de castas é um mecanismo de estratificação social dos membros da sociedade hindu. É baseado na crença milenar hinduísta de que as pessoas nascem com destino e posição determinadas na sociedade. Nas castas nascem e nelas devem permanecer, para que se cumpra o dharma (a Justiça) e se apague o karma, ou os “nós” que o prendem na Roda de Samsara (encarnações no plano físico). Então, não há possibilidade de progresso e ascensão social por esforços próprios. É tirada a esperança aos miseráveis e desfavorecidos, como também a possibilidade aos mais ricos de ajudarem aos mais pobres também, por sofrerem intimidação de suas castas e ameaça de expulsão, o que equivale à exclusão da sociedade.

Estima-se que as castas tenham surgido com a invasão dos Árias à Índia. Os árias eram tribos indo-européias que conquistaram a Índia há alguns milhares de anos. O sistema de castas, propriamente dito, teria surgido por volta de 850 a.C., e as primeiras  referências documentais datam do  período entre 600 a.C. e 250 a.C. Se apresentou como uma forma de segregar os invasores árias (de pele branca, indou-europeus) dos nativos indianos, chamados de dasas (ou escravos, de pele escura). Poderia mesmo comparar o sistema de castas hindu ao de um apartheid, mas com muito mais poder, pois se fundamenta em tradições religiosas antiquíssimas, milenares. E todos sabem como o povo hindu é religioso e tradicional. Se trocarmos em miúdos, até na Índia os europeus mandam, e há muito mais tempo…

As castas são tidas como criadas de partes do corpo de Brahma, o deus supremo do hinduísmo. Temos no alto da hierarquia os Brâmanes (sacerdotes, religiosos e sábios), que representam a boca de Brahma. Originados dos braços, termos os Shátrias (governantes, dignitários e militares). As pernas de Brahma teriam gerado os Vaysias (comerciantes e artesãos), e dos pés teriam saído os Sudras (agricultores e servidores pobres). E da poeira sob os pés de Brahma, começaram a existir (subsistir seria o certo) os Dalits (os “intocáveis”), que era a parte da criação de Brahma que é subestimada como nem sendo humana.

Apesar de todas as manifestações de órgãos humanitários, ao longo da história recente, tendo como ícone pelo fim da discriminação de castas o grande Mahatma Ghandi, o povo, inclusive os marginalizados Dalits, são muito apegados às suas tradições religiosas, mesmo que tais tradições tenham sido trazidas por povos não-indianos. Preferem se resignar aos maus tratos de toda a sociedade do que correr o risco de, por exemplo, reencarnarem em uma árvore ou animal. Nem mesmo com a Constituição de 1947, logo após a independência da Grã-Bretanha, houve significativo avanço nos direitos dos Dalits excluídos da Índia. Muito pelo contrário: a resistência manifestada pelo povo em defesa das tradições, tão excessivamente rígida, criou um clima de maior tensão ainda contra os Dalits.

As escrituras védicas (livros sagrados dos hindus) contém os preceitos básicos para os membros de cada casta. O membro de uma casta já nasce sabendo o que pode comer, o que pode vestir, qual profissão pode seguir e com quem pode se casar. Não há como escapar às rédeas das castas. A filha de um comerciante que se atreva a desdenhar o noivo que lhe foi destinado (muitas vezes, desde a infância) pode ser expulsa de sua casta, o que equivale a se tornar uma dalit.

E como vivem os dalits??

Segundo a tradição hinduísta, os dalits são a sujeira da sociedade, impuros por natureza (talvez uma segregação velada pela cor da pele dos escravos). Eles são a escória segundo a religião. Até mesmo os próprios dalits nutrem essa crença e toleram os ultrajes e crimes cometidos em nome da tradição. Segundo eles, a esperança é de que, suportando os ultrajes e impropérios contra eles, pacientemente, poderão, numa próxima encarnação, merecer nascer numa casta mais elevada.

Os dalits não podem comer o mesmo tipo de alimento dos membros de outras castas, e devem se alimentar em louças quebradas. Suas vestes são as herdadas dos cadáveres ou de outros dalits.

Não podem beber água da mesma fonte ou corrente dos outros, pois poderiam poluí-la. Só podem se casar com dalits, obviamente. Não podem tocar em ninguém de outra casta, nem mesmo a sua sombra pode “tocar” a sombra de outra pessoa.

Não devem estudar. Não podem entrar em lugar algum onde esteja um membro de outra casta nem em templos onde haja um religioso (brâmane). Na prática, isso os impede de praticar a fé, pois sempre, em todos os templos, há um religioso em serviço.

Como profissão, lhes são reservados os serviços considerados impuros, indignos e degradantes: lida com cadáveres (humanos e animais), limpeza de fossas e esgotos, varredura de ruas e acessos exteriores, coleta de lixo de todos os tipos. Resumindo: são tratados como lixo e devem ser mantidos em lugares próprios para o lixo, para o que é descartável, sujo e imundo. Vivem nas fossas e esgotos, pois são considerados a merda da sociedade, para os quais um “puro” não deve olhar, dos quais deve-se manter distância, em local seguro, dos quais precisam se esconder.

Vários crimes são praticados e tolerados pelas autoridades, em nome dos costumes. Mulheres dalits são estupradas e depois queimadas vivas, por serem elas tidas por culpadas do próprio estupro. Em casos de calamidades públicas, como nas enchentes das monções, que anualmente castigam a Índia, os dalits não recebem qualquer ajuda, e isso é encorajado pela população. Hipocritamente, dizem que isso é por caridade, para que morram e tenham seus sofrimentos, ou karma, abreviados.

Este é um depoimento de um cidadão indiano ao National Geographic:

“Girdharilal Maurya acumula pecados. Tem um mau karma: por que outra razão teria nascido numa casta intocável se não fosse para pagar pelas vidas passadas? Reparem, ele é um curtidor de peles: segundo o direito hindu, os trabalhadores dos curtumes tornam-se impuros, e as outras pessoas devem evitá-los e ultrajá-los. A sua indecorosa prosperidade é um pecado. Quem este intocável pensa que é para comprar um pequeno lote de terreno nos arredores da aldeia? Ainda por cima, atreveu-se a reclamar junto da polícia e das outras autoridades, exigindo servir-se do novo poço. Teve o que merecem os intocáveis: uma noite, quando Girdharilal saiu da cidade, 8 homens da casta superior ‘rajput’ foram à sua casa, derrubaram as vedações, roubaram o trator, espancaram a mulher e a filha e queimaram a casa.”

Em outro caso, recentemente, em junho de 2006, um repórter da revista Capricho publicou uma entrevista com um intocável. O entrevistado revelou que seu irmão, por ter invadido o quintal de um vizinho de casta Vaysia, foi castigado, sendo amarrado a uma árvore junto com seu pai: depois de uma tremenda surra, toda sua família foi obrigada a assistir as punições, enquanto o jovem era lentamente devorado por formigas selvagens.

Na foto, uma mulher dalit, chamada Gangashree, que trabalha como limpadora de latrinas na Índia. Créditos: Digvijay Singh/BBC. Vista no G1.

Na prática, o Governo indiano se recusa a apurar e punir casos corriqueiros como esses, pois, como mostra um censo, 80% da população ainda apóia e pratica os preceitos para as castas, inclusive os dalits. Com a condescendência dos próprios dalits, fica difícil haver qualquer mudança. Afinal, essa maioria constitui o contingente que vota. E sabem como são os políticos, não sabem? Apenas de olho nos votos, e não no poder transformador que têm em mãos, capazes de legislarem que são para o bem-estar do povo.

Falamos apenas das principais castas, mas estima-se que haja em torno de 6.400 castas, entre grupos rurais e regionais, cada qual com suas regras e rigores.

E nós, hem?! E nós, e eu também, que ponho o dedo na ferida do fanatismo, muitas vezes, tenho que admitir que boa parte da cultura hindu, incrustada por ideias discriminatórias até nas camadas mais empobrecidas, todas cristalizadas na mente de toda uma sociedade por milhares de anos, é eivada de barbáries e sofrimentos coletivos. Imagino a quantidade de gente nas castas que gostaria de se solidarizar e interagir com gente de outras castas e ajudar o povo dalit e não o faz pelos rigores das tradições, pela intimidação dos senhores de casta. Quanta gente gostaria de se libertar de tais crenças recalcadas e retrógradas, mas não o conseguem, pela força que as idéias religiosas exercem sobre suas mentes!!

Reflitamos, então! Nada de cólera ou intolerância! Devemos praticar a solidariedade e olhar no rosto do próximo sempre como nosso igual.

Namastê!

O Divino em mim saúda o Divino em você!

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Leia mais:

http://artedartes.blogspot.com/2008/01/sistema-de-castas.html

http://www.esoterikha.com/grandes-misterios/triangulo-das-bermudas/invasao-arias.php


Atirar para matar, não há inocentes!! Assim é que ordenavam os generais de Israel em Gaza!!


Quem, por acaso, lembrar das atrocidades cometidas por Israel no começo deste ano contra os palestinos, vai saber bem do que será falado aqui. Inclusive registrei, a título de comentário, o tema em um post meu. Veio a público, recentemente, por meio do Jornal espanhol El País, os depoimentos anônimos (por razões óbvias) de 26 soldados israelenses sobre as ordens que receberam de seus superiores para matar indistintamente.

Em um dos testemunhos, um soldado diz: “Não era necessário nenhuma consideração em relação aos civis, disparávamos contra tudo o que víamos. Repetiam para nós que fatores humanitários não tinham cabimento.”

E ainda dizem que a população palestina não tem razões para hostilizar os judeus. Com um razão dessas debaixo dos braços, extremistas como Osama Bin Laden insuflam ainda mais violência. Será que as autoridades israelenses são neuróticas, são traumatizadas (leia-se doentes mentais, esquizofrênicas, etc.) com o holocausto?? Será que precisam de tratamento, de cadeia, exorcismo, ou o quê?? Precisam perder um de seus filhos em um bombardeio?? Necessitam que um de seus pais, ou a família inteira sucumba sob os escombros de um ataque a míssil, para darem valor à paz??  Pode ser, como um colega meu disse me disse ao telefone hoje, ao comentar a notícia: “É falta de um bom sexo, tenho certeza!!”

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Leia : http://www.elpais.com/articulo/internacional/habia/inocentes/Gaza/elpepuint/20090715elpepuint_6/Tes

e

https://ebrael.wordpress.com/2009/01/19/menino-relata-como-e-a-casa-da-morte-na-faixa-de-gaza/

Denunciando a violência do governo iraniano


Eu sei que muitos leitores e leitoras  meus, mais sensíveis, evitam de comentar posts desse teor, principalmente o de toer político, Fotos e vídeos que chocam, nem sempre sçao agradáveis. Mas, me sinto no dever de. como blogueiro comprometido com a liberdade e a justiça, ajudar a conscientizar as pessoas de sua responsabilidade na internet como formadoras de opinião e provedoras de notícias. Decidi, e eu já disse isso, me juntar à corrente dos que não querem deixar os fatos que estão ocorrendo no Irã, passarem depercebidos, e serem ofuscados pelas novelinhas da Globo e seus programas de entretenimento, que ajdam muito mais a alienar e anestesiar a consciência do povo.

A seguir, mais vídeos do Youtube, que circlam também no Twitter, vindos de cidadãos iranianos, que querem dizer ao mundo o que não querem que o mundo fique sabendo. Cenas chocantes, barbáries. Ms é para chocar mesmo, para que todos que lerem e assistirem, se horrorizem, e se juntem a nós numa campanha mundial que ajude a derrubar aquele governo teocrático de merda.

 Espalhem e divulguem em seus blogs, por e-mails, por Orkut, por Twitter. Façam alguma coisa para ajudar aquele povo!!! Tenhamos respnsabilidade!!