Tempos de fúria


Se antes, como seres confusos, já tínhamos imensas dificuldades para compreender nossos próprios sentimentos, hoje em dia essa tarefa se mostra ainda mais sofrível. A tecnologia era lenta e nossos deveres eram duros, mas tínhamos algum tempo para refletirmos e nos exercitarmos. Com as cidades atuais abarrotadas de gente violenta, carros rápidos, barulhos constantes, deveres mais urgentes, nem o pouco tempo que tínhamos para pensar temos mais. O que anda errado?

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O Mistério de Avôhai


O assunto desse domingo, sem mais ninguém pra pegar no pé, é sobre uma de minhas dúvidas antigas. Dúvida cabalística, pra variar! Esse vosso blogueiro meio doido, meio infantil, este que vos fala, alquimista desastrado e manipulador de teorias mal buriladas, resolveu fazer marcação cerrada ao Zé Ramalho. Mas, por quê ao Zé Ramalho?

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Pedras queimadas


PEDRAS QUEIMADAS (*)

DOCE ELEGIA DE AMOR
OU AMOR EM PANDEMIA?
RETRATA A ALERGIA À DOR
DE FICAR PRA SIMPLES TIA?

SINCRONIA DE SABORES,
NO POR-E-NASCE, SENTIA,
FICA À MERCÊ DE CORES
DO SOL QUE SÓ ARDIA.

NUM DUETO, EXTINTORES
DE ALMAS, CANTANDO, VIA
ZÉ, ELBA E UMA COTOVIA.

SE FOSSE COMO TENORES,
QUE POETIZAM OS AMORES,
EU O FARIA À LUZ DO DIA.

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(*) Soneto composto a partir da música “Chão de Giz”, de Zé Ramalho.