Naturalmente errado


O pinistro (ministro com um pino a menos no crânio) do STF, Luís Roberto Barroso, recentemente, disse:

O Brasil naturalizou as coisas erradas.

Vejamos:

Essa frase, tirada da cartola como alguém que acha um palito de fósforo na falta de um isqueiro, poderia até ser elencada em alguma coleção de pensamentos de algum “grande mestre”. Mas, considerando-se que foi dita por um membro de uma das instituições mais fanfarronas e sem confiabilidade do país, ouso criticá-la.

Na verdade, ele referia-se, especificamente, à corrupção (símbolo da má gestação desse feto enfiado em berço esplêndido). Na minha visão, o membro do egrégio ajuntamento de togados brasileiros se equivocou em sua fala. As coisas erradas é que naturalizaram o Brasil. Afinal, tudo é naturalmente errado no Brasil. Do sistema de governo ao adágio da bandeira nacional. Mas, perdoem-me os leitores, nós temos o senso de humor mais acurado do mundo, já que matéria-prima para piadas não nos falta. O Brasil é uma piada pronta, pré-cozida e embalada a vácuo.

O Mapa do Brasil parece-se com um daqueles pinguços que, depois de anos mamando cerveja, fica com o tórax avantajado e a cintura minúscula, com as calças caindo. Na Presidência desse curral, tivemos de tudo: molusco alcoólatra, lojista falida de artigos a 1,99, maçom odiado pela maçonaria, agente da CIA e Fundação Ford, general amante de cavalos, e por aí vai. Uma república que foi proclamada num golpe militar, cujo principal ator, um marechal, tremia em meio a uma diarreia violenta, não pode ser um país a ser levado a sério.

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