No artigo anterior, discorri sobre o relatório da União Europeia acerca dos “Padrões para a Educação Sexual na Europa”, seu consequente estímulo à corrupção de crianças, à anulação velada da autoridade dos pais e a preparação, orquestrada pela ONU, para a aceitação da pedofilia como “orientação sexual” e fonte de “direitos” nos países signatários de resoluções da ONU com relação à moral sexual.

No fim do supracitado artigo, denunciei a retirada da pedofilia da lista de desordens mentais da APA (American Psychiatric Association — Associação Americana de Psiquiatria). Surpresos com a repercussão que o anúncio desta medida teve mundo a fora, a mesma APA, no dia 31 de outubro de 2013, de improviso, lançou uma nota para tentar esclarecer em que consistiu essa medida e convencer as pessoas de que esta não figurava como abono ao crime de abuso sexual de crianças, mas tão-somente se referia à reclassificação do “interesse sexual” por crianças (sem aludir á prática do crime de abuso sexual).

Abaixo, a imagem incorporada do documento (clique sobre ela para acessar a página no site da APA):

apa-pedofilia-reclassificação

Tradução livre (a partir do inglês):

Pronunciamento da APA sobre o erro no texto do DSM-5.

Erro no texto sobre Desordem Pedofílica a ser corrigido.

O Manual Diagnóstico e Estatístico de Desordens Mentais [DSM-MD] da APA [Associação Americana de Psiquiatria], em sua 5ª edição, foi recentemente publicada após uma pesquisa “compreensiva” [???], que durou vários anos, e uma revisão de todas as suas categorias de diagnóstico.

No caso específico da desordem pedofílica, os critérios para o diagnóstico permaneceram essencialmente os mesmos, assim como no DSM-IV-TR [4ª edição do Manual]. O que mudou foi apenas o nome da desordem, de “pedofilia” para desordem pedofílica, com vistas a manter a coerência com as outras listagens de desordens do capítulo [do Manual, em que a pedofilia é descrita].

“Orientação sexual” não é uma expressão utilizada nos critérios para diagnóstico de desordem pedofílica, e seu uso na discussão do texto do DSM-5 é um erro, ao qual deve-se substituir por “interesse sexual”. De fato, a APA considera a desordem pedofílica uma “parafilia”, não uma orientação sexual. Este erro será corrigido para a próxima versão eletrônica do DSM-5 e sua versão impressa.

A APA apoia firmemente os esforços para incriminar aqueles que abusam e exploram sexualmente crianças e adolescentes. Também apoiamos esforços contínuos para desenvolver tratamentos dos portadores de desordem pedofílica, objetivando prevenir futuros crimes de abuso.

A seguir, meus comentários a respeito da nota:

  • Num mundo em que prega-se o combate à discriminação das minorias pela sociedade, principalmente daqueles com interesses sexuais “diferentes”, essa postura da APA só serve para maquiar a imagem de criminosos estupradores e passar a ideia falsa de que são apenas “doentes”. Como doentes, mereceriam proteção legal, inclusive resguardando-os de críticas ao seu comportamento (como “direito humano”, claro);
  • O interesse sexual não difere da orientação sexual de maneira nenhuma, senão que aquele está contido nesta. Ora, o interesse sexual por pessoas do sexo oposto é inerente ao heterossexual, assim como a inclinação pelo mesmo sexo está presente no homossexual;
  • A esquerda mundial prepara o terreno para o advento dos “Direitos Sexuais da Criança“, ao mesmo tempo que propala que os gêneros são de determinação puramente subjetiva e que os padrões atuais são repressivos;
  • Logo, quando a orientação sexual deixar de levar o sexo em consideração (já que ninguém será classificado por seu sexo, mas por seu desejo subjetivo), as “parafilias” passarão a figurar como “orientação sexual”. pois não haverá mais o conceito de sexo biológico para servir de referencial para manter a pedofilia fora do rol dos tipos de “orientação sexual”;
  • Ao pregar o combate à discriminação dos que sofrem de “desordem pedofílica”, acabam por proteger mais aos homossexuais que abusam de crianças do mesmo sexo, ao mesmo tempo protegendo-os como doentes que merecem “proteção”;
  • A campanha de hipersexualização das crianças já nas escolas, através da outorga de “direitos sexuais e reprodutivos” às crianças, mina toda a educação que os pais têm o dever de dar a elas em suas casas, transferindo ao Estado laicista e imoral o poder de conduzir os costumes.
  • Nos comportamentos sexuais, a “orientação sexual” tende a dar o matiz principal às possíveis desordens bizarras. Assim, um homem heterossexual, se for portador de “desordem zoofílica”, violentará, preferencialmente, ovelhas ao invés de cabritos. Ou não?? Se eu estiver errado, então posso concluir que “parafílicos” (adeptos da pedofilia, zoofilia, etc.) não são influenciados pela “orientação sexual” e que, portanto, não as têm como referência;
  • Se os pedófilos não tiverem “orientação sexual” definida, então estarão alinhados à nova ideologia de que o gênero (ao invés de sexo) é subjetivo e, portanto, mais livre de estereótipos externos. Não levam em conta o bem, a empatia e são ególatras, sendo insensíveis aos sentimentos alheios. A insensibilidade aos sentimentos alheios e à Razão, ausência de empatia, hedonismo e crueldade, são sintomas de psicopatia grave;
  • Para todos os efeitos, aqueles que sofrem de “desordem pedofílica” são, potencialmente, pedófilos em ato. A tolerância da sociedade em relação à tal “desordem” dará o ensejo para que eles cometam, sim, seus crimes sem nenhum senso de culpa. Se a desordem for tolerada, os limites para o cometimento do crime, pouco a pouco, desaparecerão. Se roubar deixar de causar horror aos honestos, facilmente abandonarão a virtude, pois é muito mais difícil cultivar a virtude do que ceder aos vícios. Se a desordem pedofílica for tolerada, logo estarão protegidas por lei;
  • Somente pessoas ingênuas acreditariam que um relatório de pesquisas, como eles dizem, que levou anos para ser concluído, conteria um “erro” dessa natureza. Ainda mais se procedente de psiquiatras. Quantos erros mais tais psiquiatras cometem no dia-a-dia em suas clinicas, no tratamento dos doentes, e não ficamos sabendo? Obviamente, esses “erros” funcionam como cortinas de fumaça para avaliar a reação do público aos seus objetivos maiores: a legalização da pedofilia e de todas as bizarrices parassexuais.
  • Fica fácil notar que tais “erros” não são involuntários, mas plenamente premeditados, como podemos ver nos pronunciamentos de conhecidos psicólogos e psiquiatras ligados à APA. Confira aqui.

5 comentários em “A pedofilia reclassificada e a cortina de fumaça

  1. Pelo exposto chega-se à conclusão do atraso e brutalidade da humanidade em geral, por QUERER impor suas vontades sem limites, para o maior regalo da vida material, por desconhecimento absoluto do que é a matéria. Essa idolatria pela matéria, ao longo dos tempos, cresceu assustadoramente, constituindo-se hoje uma tremenda bola de neve que não pára de crescer e, a continuar assim, esmagará todos que, por mal uso do livre arbítrio, contribuíram para que o mundo chegasse ao horror em que se encontra de SALVE-SE QUEM PUDER E SE PUDER. Felizmente nem todos PENSAM dessa maneira bizarra e asquerosa e serão glorificados pela Força Suprema e pela Mãe Natureza, participando, no futuro, da GRANDE APOTEOSE DA CONCÓRDIA, quando, então, serão abençoados e glorificados finalmente e eternamente pela CONSISTÊNCIA DIVINA, todos que se esmeraram em colocar limites em suas vontades. Gratíssimos pelas postagens a respeito. O SUPREMO RACIOCÍNIO DO UNIVERSO está vendo e acompanhando tudo isso e outras coisas mais e dará a cada qual aquilo que fez por onde merecer. Forte e fraternal abraço, precioso Mano Ebrael!

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